Muitos psicopedagogos ainda encontram dificuldades em listar o que deve ser observado na avaliação psicopedagógica, por isso resolvemos listar aqui:
Este blog é um espaço dedicado ao compartilhamento de práticas e saberes pedagógicos.
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
Você sabe fazer uma avaliação psicopedagógica?
segunda-feira, 1 de agosto de 2022
aprendizagem colaborativa
APRENDIZAGEM
COLABORATIVA:
INOVAÇÃO,
CRIATIVIDADE E TRABALHO EM EQUIPE
Rochelli Milanez[1]
No séc. XXI há uma
proporção crescente de crianças e adolescentes com acesso à internet. Redes sociais,
jogos on-line e plataformas interativas consomem boa parte do tempo destas
crianças e adolescentes.
É necessário que os
professores também estejam conectados, e quando falamos em conexão não quer
dizer necessariamente que estejam utilizando ferramentas digitais ou de
tecnologias da informação e comunicação, mas sobretudo conectados ao novo
formato de educação contemporâneo.
Conectados a uma nova
forma de ensinar, criando situações de aprendizagem diversificadas, colaborativas
e significativas para os estudantes.
Dentro desse
contexto, Demo (2010) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o
desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na
prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas porque são
indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras
necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação.
Inovar dentro deste
contexto é buscar novas soluções para promover a aprendizagem; inovar em
educação é fazer de forma diferente, utilizar novas perspectivas, novas
metodologias e novas atividades para construção de conhecimento.
Assim,
o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se tornou plural, porque
são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida e o mercado hoje,
marcado pelo enfoque tecnológico. (Netto, 2018, p.5)
Na educação da atualidade
o conhecimento é concebido como construção social, assim sendo, a aprendizagem
colaborativa permite que os alunos compartilhem informações, trabalhando de
forma cooperativa.
Atividades colaborativas e autênticas aumentam o
desempenho e habilidades de pensamento de ordem superior: reflexão, análise,
abstração, autoria/produção, etc.
A criatividade é uma
habilidade que também pode ser desenvolvida por professores e alunos neste
processo.
Algumas pessoas
consideram que a criatividade é uma habilidade inata, no entanto, vários
estudos neurocientíficos e filosóficos demonstram que é uma habilidade que pode
ser adquirida através de treino cognitivo. É possível sim aumentar a
criatividade.
E um dos fatores que
leva ao aumento da criatividade é a aprendizagem colaborativa pois envolve
percepção, observação, conhecimento metódico e sistemático, perspectivas diferentes
dada a diversidade dos alunos, erros, modelos e autoconhecimento.
Para ter ideias é
necessário inovação e criatividade, e para inovar e criar é necessário
interagir com seus pares e com o conhecimento.
A interação neste
contexto é caracterizada pelo trabalho em equipe, não podemos estimular a
interação sem interagir. Caso contrário estaremos empobrecendo nossas práticas
pedagógicas e até mesmo reproduzindo velhas práticas, o que foge ao processo de
inovação e criatividade.
A atualidade é palco
de mudanças rápidas na política, na economia, nas tecnologias e na cultura. O processo
de internacionalização impacta a sociedade e pressiona por mudanças que vem
transformando paradigmas. O professor neste contexto pós-moderno não é mais o
monopolizador da verdade e deve ter consciência disto. (Sant’anna,2016)
Perrenoud (2000)
destaca que trabalhar em equipe é uma competência fundamental para ensinar, o
autor destaca ainda que o trabalho em equipe envolve um projeto de representações
comuns, enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas,
administrar crises e conflitos interpessoais.
Podemos concluir que
para inovar e desenvolver a criatividade é necessário que os professores
estejam dispostos a trabalhar em equipe, é necessário que compartilhem dos
mesmos objetivos, compartilhem a mesma visão sobre o sucesso e o fracasso
escolar, assim, poderão desenvolver o processo de aprendizagem colaborativa com
excelência.
REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
Netto,C.M.(2018) A Educação Mediada por
Tecnologias.[e-book] Flórida: Must University.
SANT’ANA,J.V.B.de.;SANTOS,L.G.dos.;ALVES,P.F.(2016).
A Mediação Pedagógica com o uso das Novas Tecnologias Numa Educação Complexa
e Libertadora: breve investigação em campo. Revista Temporis [Ação].
(Periódico acadêmico de História, Letras e Educação da Universidade Estadual de
Goiás). Cidade de Goiás; Anápolis. V.16, n.01, p.21-36 de 104, jan./jun.,2016.
Disponível em: http://www.revista.ueg.br.br/index.php/temporisacao/issue/archive Acesso em:<13.10.2021>.
DEMO, Pedro. Educação e Alfabetização
Científica. 1. ed. Campinas, SP: Papirus, 2010.
[1]
Pedagoga. Psicopedagoga Clínica e Institucional. Especialista em Educação
Especial (AEE). Mestranda em Tecnologias Emergentes na Educação.
segunda-feira, 18 de julho de 2022
DICAS PARA PREPARAR UMA BOA AULA
Interagir com
pessoas é sempre um desafio, assim como para qualquer outra atividade que
envolve o contato com outras pessoas, você nunca estará totalmente pronto.
Haverá sempre algo inesperado, algo novo, algo de diferente para acontecer
durante a aula, no entanto, você pode preparar-se e tentar prever como será a
sua aula. Essa previsão na verdade chama-se planejamento, e consiste em um
conjunto de elementos que favorecem a sua atuação durante a aula e garante em
grande parte o “sucesso” da sua aula.
O primeiro
passo para preparar uma aula é pensar em seus alunos, e pensar também na
situação de aprendizagem que você irá desenvolver com eles.
O que ensinar? Como Ensinar? Para quem ensinar? O que vou usar para facilitar o ensino? Como vou saber se eles aprenderam? São as perguntas chaves para preparar a sua aula.
1 – Estimule, não apenas informe.
Uma
boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela
termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você
quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?
Olhe
em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para
conseguir a atenção dos outros.
Ao
iniciar sua aula, pergunte, ouça os alunos, veja o que eles já sabem ou o que
pensam sobre o assunto. Se você apenas lê o que há na revista, que prazer ele
terá em vir para a escola. Pois se é só pra ler, ele pode somente comprar a
revista e ler na casa dele.
2 - Conheça o ambiente
Quais
informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses, eles
costumam participar da aula, são frequentes, costumam chegar atrasados? Perdem
o interesse quando a aula é expositiva ou dialogada? Mesmo nas primeiras aulas
cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.
3 – Como começar e como terminar
As
partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15
segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um
erro nesses momentos. Como você vai apresentar a sua aula e como você vai
terminar determina se os alunos ficarão na sua turma e se eles virão à próxima
aula.
4 – Simplifique, porém, aproveite
bem o tempo
Existem professores que perdem tanto tempo enchendo o
aluno de informações, que termina a aula e ele ainda não acabou de debater o
primeiro tópico do assunto.
Outros
leem toda a revista, perguntam se os alunos entenderam e no tempo restante vão
contar piadas, contar histórias de suas vidas, ou pedir que os alunos inventem
alguma coisa; há ainda aqueles que terminam rápido, se despedem dos alunos e
pronto! Os alunos ficam ociosos pela congregação ou dispersos por outras
classes.
5 - Pratique
Sua
aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se
inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez - exatamente quando ela é
dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas
com o ritmo - alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras
vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula.
Treine
na frente do espelho, treine com seu cônjuge ou com os filhos. Enfim treine
antes de estar com os alunos.
Investir
tempo na preparação da aula e treinando como desenvolvê-la, é de fundamental
importância para o sucesso da mesma.
quinta-feira, 31 de março de 2022
Dicas de uma boa aula para adultos na EBD
De acordo com um estudo da Universidade
Metodista de São Paulo, a forma como você ensina faz toda a diferença na
aprendizagem dos alunos, mesmo que você possua um grande conhecimento bíblico,
tenha lido e relido várias vezes a revista, tenha feito muitas pesquisas e já
saiba decorado todos os versículos e referências, se não souber como transmitir
esse conhecimento aos seus alunos, você ficará sozinho na sala de aula.
O estudo da Universidade Metodista
mostrou que mais da metade dos alunos da turma prenderá a atenção nos estímulos
visuais que você apresenta outra grande parte nos estímulos vocais, e apenas
uma pequena parte deles prestará atenção no assunto sobre o qual você fala.
Observe a seguir:
55% estímulos visuais - como você se
apresenta, anda e gesticula;
38% estímulos vocais - como você fala
sua entonação e timbre;
e apenas 7% de conteúdo verbal - o
assunto sobre o qual você fala.
Ou seja, como você ensina, é muito
importante para que seu aluno aprenda, para ensinar bem, você deverá apresentar
recursos que estimulem visualmente o aluno.
Apresente imagens, mantenha uma postura
ereta, confiante, uma expressão de ânimo e empolgação, demonstre através dos
seus gestos segurança do assunto, calma, tranquilidade, mantenha em seu rosto
uma expressão de alegria por estar ali ministrando aquela aula, mantenha-se em
pé, para que todos possam vê-lo (a) e sintam-se estimulados por sua postura
confiante.
Treine sua voz, não fale baixo demais,
e nem alto demais, tente falar em um tom não ameaçador e nem meigo demais, fale
em um tom sóbrio, positivo, firme, faça leituras de forma correta, com
entonação, conte uma história fazendo a adequação vocal, falando as palavras de
forma clara e bem articulada.
Aliada a sua postura utilize o conteúdo
em cada gesto e expressão que você fizer, assim ele será assimilado mais
facilmente pelos alunos.
Deus
também se utilizou de recursos para ensinar o seu povo durante toda a
trajetória bíblica,
Deus ordenou que o profeta Jeremias fizesse uma canga de
madeira para colocar em seu pescoço (Jr 27.1,2). O que Deus deseja ensinar aos
israelitas mediante este sermão simbólico? O horror do cativeiro. [...] O
criador utilizou recursos para falar com pessoas de todas as idades. Sim. Ele
falava para todos os israelitas. Ainda tem pessoas que pensam que os recursos
são apenas para as classes infantis. Os adultos também necessitam deles.
(Bueno, 2015, p.20)
Mas
afinal, como ensinar? Usando estratégias e recursos adequados à idade e que
facilitem a compreensão do assunto.
Como ensinar adultos?
Muitos professores de Escola Dominical
estão presos ao costume de se posicionarem em frente as suas classes,
realizarem a leitura da revista e depois de realizarem toda a leitura do que
está na lição em estudo, pedirem aos seus alunos que expliquem o que ele leu,
ou simplesmente perguntar se eles tem alguma duvida sobre o que foi lido.
Porém, como dissemos anteriormente, não
é nosso propósito aqui dizer o que está certo ou errado, mas trazer mais
conhecimento ao corpo de Cristo, de forma que ele seja aperfeiçoado por meio
destes conhecimentos.
Adultos também aprendem! Na verdade, a
vida espiritual é um constante aprendizado, desde o momento que nascemos de
novo em Cristo Jesus, precisamos aprender a andar como nova criatura, a
permanecer em santidade, vigilância e oração até a vinda de nosso Senhor Jesus
ou até que sejamos conduzidos a ele.
Bueno (2015) nos afirma que ensinar é
como lançar sementes, e para germinar, produzir frutos e flores esta semente
não pode ficar guardada dentro de uma gaveta ou em alguma caixa escondida. A
nossa capacidade criativa, a capacidade de utilizar nossos dons e talentos para
a obra de Deus também não podem ficar guardados. Segundo a autora, o medo, a
autoestima baixa e o desânimo saco grandes inimigos da criatividade e impedem o
professor de lançar sementes e produzir frutos.
A
missão do professor de adultos é ensinar a Palavra de Deus, incentivando
e ajudando seus alunos a praticarem esta palavra, não sendo apenas ouvintes,
mas cumpridores da mesma, conforme afirma Tiago 1.22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com
falsos discursos.
Para ensinar adultos, o professor da
Escola Dominical precisa antes de mais nada, conhecer a linguagem destes
adultos, quais as visões de mundo que eles tem, é necessário que o professor seja claro e direto,
é necessário que ele seja organizado e prático, e sobretudo que a turma
observe que além de segurança sobre o
que fala, o professor vivencie aquilo que ensina.
Na pratica temos observado que grande
parte dos adultos quando não sente empatia
pelo professor, não frequenta a Escola Bíblica. Quando procuramos descobrir os
motivos de evasão em classes de adultos, em grande parte das vezes os alunos
relatam que o discurso do professor é
diferente de sua prática cotidiana e isso desestimula a frequência. Partindo
desse entendimento, é necessário que o professor de adultos, seja antes de tudo
um cristão autentico que maneje bem a palavra, que seja fiel e capacitado a fim
de que possa igualmente discipular a outros, conforme nos adverte 2 Tm 2.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida.
Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.
BRASIL, Ministério da educação e do desporto. Referencial curricular nacional para a educação
infantil/Ministério da educação e do Desporto, Secretaria de Educação. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BUENO, Telma. Boas Ideias para professores de educação cristã. Rio de Janeiro: CPAD,2015.
Use sua criatividade e promova a EBD:Para ser um bom professor.Disponível em: <
http:www.ebdadtimon.com> Acesso em 26/12/2015.
TULLER,Marcos. Recursos Didáticos para a Escola Dominical. Rio de Janeiro:
segunda-feira, 14 de março de 2022
Professor de EBD precisa fazer plano de aula?
O PLANO DE AULA
Embora não estejamos com a
pretensão de formar professores neste blog, alguns conceitos são de
fundamental importância e não poderão deixar de ser comentados quando falamos sobre ensino, sobre escola,
um deles é o plano de aula, que faz parte da preparação para a aula.
De forma bem simplória podemos dizer
que o plano de aula é um direcionamento de nosso trabalho enquanto professores
é o registro prévio dos acontecimentos da aula, ou seja, é o registro do que
queremos que aconteça durante a depois da aula.
O plano de aula normalmente é
composto por cinco elementos que podem ser nomeados de forma diferente
dependendo da região e até mesmo do professor que o organiza, os elementos são:
objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos didáticos e
avaliação.
Este plano de aula pode ser registrado
formalmente em um caderno ou em fichas específicas, ou pode simplesmente ser
traçado na memória do professor. Destacamos, porém que o registro escrito
facilita a visualização do professor e evita possíveis esquecimentos ou
“atropelos”.
A seguir um pequeno resumo de cada elemento do
plano de aula:
OBJETIVOS – dizem respeito ao que você quer que
seu aluno aprenda, em nossas revistas da EBD os objetivos já vem expostos, mas
poderemos traçar alguns objetivos que acharmos pertinentes.
CONTEÚDO – refere-se ao assunto da lição que
será ministrada.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS – é a maneira pela
qual você fará seus alunos atingirem os objetivos propostos, a explicação
detalhada de tudo que você irá e como irá desenvolver na aula.
RECURSOS – refere-se aos materiais que serão
utilizados para facilitar o ensino, tudo que você utilizar para desenvolver sua
aula.
AVALIAÇÃO – essa avaliação pode ser desde uma
observação, até mesmo o registro de quem realizou as atividades da revista ou
outra atividade proposta. É importante para que possamos saber se o aluno
realmente atingiu os objetivos propostos.
Ter um plano de aula é um bom começo, mas por
si só não garante a eficiência da aula, é necessário que o professor (a) esteja
atento às necessidades que vão surgindo durante a aula, que esteja sempre
pronto para aprender algo novo, seja atento ao que os alunos estão precisando e
procure desempenhar seu papel com amor e dedicação conforme nos ensina a bíblia
“... se é ensinar, haja dedicação ao ensino;” Romanos 12:7
REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.
sexta-feira, 11 de março de 2022
O que é aprendizagem significativa?
A aprendizagem significativa na teoria de Vigotsky
Lev Semenovich Vigotsky era médico e
atuou muitos anos no Instituto de Psicologia de Moscou, a ideia fundamental de
sua teoria é que o desenvolvimento humano só pode ser explicado em termos de
interação social, ou seja, aprendemos quando convivemos com os outros. De
acordo com esta teoria, aprendemos a ser cristãos quando convivemos no meio
cristão e somos submetidos a ensinamentos cristãos, não só através de
ensinamentos, mas da prática destes ensinamentos.
Corroborando com este entendimento
somos advertidos: “Instrui o menino no caminho em que deve
andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.” (Provérbios,
22.6)
Nesta
teoria o papel do educador (a) é de fundamental importância para o crescimento
da turma, e de maneira especial para o desenvolvimento individual de cada
aluno, conforme o versículo citado, a criança precisa ser instruída desde cedo
e na tradição judaica o ensino não estava restrito apenas em conhecer a lei,
mas também em viver os costumes do povo hebreu, praticando diariamente estes
ensinamentos.
Observemos ainda este outro texto
bíblico
41 De ano em ano, seus pais costumavam ir a
Jerusalém para a Festividade da Páscoa. 42 E, quando ele tinha 12
anos de idade, subiram segundo o costume da festividade. 43 Quando a festividade
terminou e eles começaram a viagem de volta, o menino Jesus ficou em Jerusalém,
mas seus pais não perceberam. 44 Pensando que ele
estivesse no grupo que viajava junto, percorreram a distância de um dia e então
começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45 Mas, visto que não o
acharam, voltaram a Jerusalém e o procuraram cuidadosamente. 46 Pois bem, depois de
três dias, eles o acharam no templo, sentado no meio dos instrutores,
escutando-os e fazendo-lhes perguntas. 47 Mas todos os que o
escutavam ficavam admirados com o seu entendimento e suas respostas. 48 Assim, seus pais
ficaram espantados quando o viram, e sua mãe lhe disse: “Filho, por que você
fez isso conosco? Olhe, seu pai e eu estávamos desesperados procurando você.” 49 Mas ele lhes disse:
“Por que estavam procurando por mim? Não sabiam que eu devia estar na casa do
meu Pai?” ( Lucas, 2.41-49)
José e Maria levavam Jesus de ano em
ano para Jerusalém para comemorar a Páscoa, como era costume dos judeus, estavam
ensinando Jesus a guardar os costumes de seu povo, mas admiraram-se ao ver que
Jesus tinha ficado no templo e com a sabedoria com a qual ele conversava com os
instrutores.
Muitos professores também subestimam o
conhecimento ou o potencial de aprender de seus alunos, sobre isso
Vigotsky distingue dois níveis no
desenvolvimento: o desenvolvimento real, que indica o alcançado pelo indivíduo,
e o desenvolvimento potencial, que mostra o que o indivíduo pode fazer com a
ajuda de outros(mediação). A Zona de Desenvolvimento Próximo (ZDP) é a
distancia entre o nível real de desenvolvimento e o nível de desenvolvimento
potencial. A respeito disso, Vigotsky afirma: [...] “Na educação escolar há que
se distinguir entre aquilo que o aluno é capaz de aprender e fazer por si só, e
o que é capaz de aprender com a ajuda de outras pessoas.” (FRANÇA, 2007,
p.88,89)
Em nossas classes de Escola Bíblica
Dominical, encontramos alguns alunos que embora não tenham vivencia com a
palavra de Deus, podem aprender e desenvolver um relacionamento pessoal com
Deus e com sua palavra através da ajuda e intervenção dos professores.
É necessário que o (a) professor(a) cristão,
observe o que seus alunos já sabem sobre a palavra de Deus, observe ainda quais
alunos tem pais cristãos e quantos são ensinados em casa, quantos deles tem uma
rotina que envolve culto domestico, leitura da palavra pelos pais em casa, e
que estímulos eles tem para estudar a palavra.
REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
EIRAS.
Denize Barboza, Criatividade e Arte –
Recursos para todas as ocasiões. Curitiba: Santos Editora, 2011.
FREITAS.Olga, Equipamentos e Materiais Didáticos. Brasília: UNB,2007. Disponível em : < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/profunc/equipamentos.pdf > . Acesso em: 12.01.2017.
SILVA. Samuel S. O Novo Perfil do Ensinador Cristão em Tempos Pós- Modernos.
Disponível em: < http://www.iadcg.org/portal/index.php?option=com_content&task=
view&id=641&Itemid=68>
. Acesso em: 06.01.2017.
BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.
quarta-feira, 2 de março de 2022
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
O que um professor de escola dominical precisa ter e fazer?
No mundo contemporâneo, há grandes desafios
para a ação docente secular, e em nossas igrejas não é diferente, atuar como superintendentes
e professores de educação cristã requer entre outras coisas uma postura
abnegada do professor. Pois este é convidado a ser antes de mais da nada, um
exemplo de prática do evangelho, ou seja, o professor cristão incorpora em seu
perfil a necessidade de ser referencia de vida cristã (modelo a ser seguido),
enfatizamos aqui as palavras de Paulo a Tito
Em
tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade,
sinceridade,8 linguagem sã e irrepreensível, para que o
adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. ( Tito ,2.7,8)
A docência é uma atividade com
grande carga ética, entre seus objetivos está a formação intelectual, moral,
social e espiritual de seus alunos, em se tratando de educação cristã,
ressalta-se aqui a obrigatoriedade de o professor ser referencia ou modelo para
sua turma, conforme destacado acima.
É
necessário que o professor (a) esteja aberto ao pensamento inovador, sempre que
isso redundar em benefícios para uma melhor aprendizagem para seus alunos. Não
podendo conformar-se só com a transmissão mecânica dos conteúdos, mas
contribuindo para a preparação deste aluno para a integração social, sendo este
um disseminador do conhecimento de Cristo, seja através de seus conhecimentos
teóricos, seja através de sua prática de vida permeada pelos valores morais
cristãos.
O
perfil do docente da educação cristã tem se desenvolvido em duas vertentes:
Transmissão de conhecimento e Currículo Transversal.
Na
transmissão de conhecimentos, a atuação docente apoia-se em conteúdos e
técnicas de aquisição de conteúdos. (Um bom exemplo é o do professor que apenas
realiza a leitura da revista com os alunos, responde os exercícios propostos e
encerra a aula.)
Na
vertente do Currículo Transversal o professor recorre ou apoia-se em valores
universais, princípios éticos, estratégias e recursos variados. (Um exemplo
disso é o professor que problematiza o conteúdo da revista com o cotidiano dos
alunos, confronta conhecimentos científicos com as verdades bíblicas e procura
dinamizar o ensino com uso de mídias, livros,cartazes e etc.)
Buscamos
aqui o entendimento do perfil do docente que atua na escola dominical, não como
forma de rotular a atuação emitindo conceitos de certo ou errado, mas de
maneira que possamos aperfeiçoar e desenvolver um perfil adequado às demandas
da Escola Bíblica Dominical para a promoção da aprendizagem daqueles que
necessitam do ensino deste professor.
Traços
importantes no perfil do docente de escola bíblica
Conhecimento Teórico: Sem
fórmulas mágicas, truques ou rodeios. O professor deverá apresentar o conteúdo
de forma clara e didática.
Capacidade
de Ouvir. Neste novo relacionamento professor-aluno já não há mais
espaço para o arcaico estilo “chefe X subordinado”. O professor deverá se
habituar a ouvir o que o aluno tem a dizer, pois não raras vezes este sempre
tem algo a contribuir e feliz o professor que souber canalizar o conhecimento
pré-existente em seu aluno a favor de sua aula.
Capacidade de Expressão: Saber
organizar os pensamentos e expressá-lo com clareza. O aluno sempre saberá
detectar quando o professor domina o assunto ou se este está “perdido”.
Cultura: Geral. O professor precisa ser uma pessoa
atualizada, pois ter ciência dos acontecimentos cotidiano muito ajuda no
enriquecimento de suas aulas e os alunos estão muito mais predispostos a ouvir
um professor que demonstra conhecimento.
Qualificações: Acadêmica e Pedagógica. Quando isto não for
possível, este deve fazer a devida compensação com muita leitura especializada,
tanto teórica quanto didática, buscando dominar o assunto a fim de evitar
vexames. (SILVA,2017)
Ainda
com relação ao perfil docente Perrenoud (2000), um teórico da educação secular,
destaca dez competências importantes para o desenvolvimento do ensino, são
elas:
1. Organizar e estimular situações de
aprendizagem – refere-se ao trabalho desenvolvido à
partir do conhecimento do assunto que se vai ensinar, conhecimento sobre a
turma, e a estimulação e criação de situações onde os alunos possam se envolver
com o conhecimento, participar da aprendizagem, vivenciando o que é ensinado.
2. Gerar a progressão das aprendizagens – esta competência relaciona-se ao desenvolvimento dos alunos, aos laços
com conhecimentos já repassados em aulas anteriores. Observar se os alunos
estão realmente guardando estes conhecimentos, conseguindo fazer relação entre
o que aprendem e o que vivem e crescendo de alguma forma.
3.
Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam- saber trabalhar com os diferentes
tipos de alunos presentes na turma, considerando as peculiaridades de cada um
com relação a aprendizagem, bem como procurando suprir suas necessidades
individuais, desenvolvendo um trabalho para todos.
4.
Envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho – estimular na criança o desejo de aprender, desenvolver a capacidade de
autoavaliação dos alunos em relação ao que aprendem à maneira como se
desenvolvem em sala de aula e permitir que eles participem de todo o processo
de atividade em sala de aula.
5.
Trabalhar em equipe – saber conviver, administrar conflitos
interpessoais, realizar trabalho envolvendo outros professores e demais pessoas
de quem possa necessitar para desenvolver um bom trabalho.
6.
Participar da gestão da escola – contribuir para o bom desenvolvimento
da escola, organizando situações, mantendo uma boa comunicação, administrando
bem os recursos da escola. Buscando cooperar na elaboração dos projetos e
objetivos da escola.
7.
Informar e envolver os pais – envolver os pais no processo de ensino,
comunicar –se com eles, pedir ou transmitir informações sobre os alunos,
estimulá-los a participar do processo e fazer com que as crianças participem.
8.
Utilizar as novas tecnologias – explorar potencialidades didáticas, usar
recursos multimídias para favorecer a aprendizagem.
9.
Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão – participar da criação de regras comuns para o bom convívio escolar,
analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em sala de aula.
Desenvolver o senso de responsabilidade, solidariedade e de justiça.
10. Gerar sua própria formação contínua – saber falar sobre suas próprias práticas e ser responsável pela busca de
conhecimentos constantemente.
Estas competências podem e devem ser desenvolvidas
dentro da prática docente na escola bíblica dominical; destacamos aqui a
competência de número dez, pois como dissemos anteriormente, muitos professores
não possuem formação adequada para atuar na sala de escola dominical, no
entanto, ele pode desenvolver esta competência, realizando leituras de diversos
livros na área, participando dos cursos, conferencias e seminários de
capacitação para professores de escola bíblica, estudando de forma sistemática
os conteúdos que deverá ensinar e ainda apoiando-se nos companheiros que
possuem uma formação maior que a sua.
Em
síntese podemos afirmar que o ponto chave do perfil do educador cristão é a
disponibilidade para aprender. Pois através da aprendizagem continua qualquer
um pode desenvolver as competências acima mencionadas, principalmente aqueles
que têm um compromisso espiritual, moral e ético com o ensino cristão.
-
Tema – A vida com Jesus é doce Versículo – Chave - Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces d...
-
Tema – O MAIOR PINTOR DO MUNDO – Colossenses 1.16 Versículo – chave - pois nele foram criadas todas as coisas nos...
-
Práticas Pedagógicas para Educação Infantil *Rochelli Milanez Toda aula é uma oportunidade de conduzir o coração das crianças ...
