segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Você sabe fazer uma avaliação psicopedagógica?

 Muitos psicopedagogos ainda encontram dificuldades em listar o que deve ser observado na avaliação psicopedagógica, por isso resolvemos listar aqui: 


# Desenvolvimento cognitivo;
#Desenvolvimento socioemocional;
# Psicomotricidade;
# Lateralidade;
#Percepção visual e auditiva; 
#Percepção visomotora;
#Percepção espacial;
# Capacidade de atenção, concentração e memória;
# Elaboração e organização mental / raciocínio; 
#Aquisição de conceitos;
#Discriminação e correspondencia de símbolos;
# Pensamento lógico matemático;
# Traçado e desenho;
# Expressão plástica;
# Criatividade;
# Aquisição e articulação de sons;
# Aspecto sensório - motor;
# Coordenação motora ampla;
# Orientação e relação espaço temporal. 

Gostou do conteúdo? Então aguarde, que em breve vamos fazer uma série de conteúdos explicando mais sobre a avaliação psicopedagógica. 


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

aprendizagem colaborativa

 

 


APRENDIZAGEM COLABORATIVA:

INOVAÇÃO, CRIATIVIDADE E TRABALHO EM EQUIPE

 

Rochelli Milanez[1]

 

No séc. XXI há uma proporção crescente de crianças e adolescentes com acesso à internet. Redes sociais, jogos on-line e plataformas interativas consomem boa parte do tempo destas crianças e adolescentes.

É necessário que os professores também estejam conectados, e quando falamos em conexão não quer dizer necessariamente que estejam utilizando ferramentas digitais ou de tecnologias da informação e comunicação, mas sobretudo conectados ao novo formato de educação contemporâneo.

Conectados a uma nova forma de ensinar, criando situações de aprendizagem diversificadas, colaborativas e significativas para os estudantes.

Dentro desse contexto, Demo (2010) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas porque são indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação.

Inovar dentro deste contexto é buscar novas soluções para promover a aprendizagem; inovar em educação é fazer de forma diferente, utilizar novas perspectivas, novas metodologias e novas atividades para construção de conhecimento.



  Assim, o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se tornou plural, porque são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida e o mercado hoje, marcado pelo enfoque tecnológico. (Netto, 2018, p.5)

Na educação da atualidade o conhecimento é concebido como construção social, assim sendo, a aprendizagem colaborativa permite que os alunos compartilhem informações, trabalhando de forma cooperativa.

Atividades colaborativas e autênticas aumentam o desempenho e habilidades de pensamento de ordem superior: reflexão, análise, abstração, autoria/produção, etc.

A criatividade é uma habilidade que também pode ser desenvolvida por professores e alunos neste processo.

Algumas pessoas consideram que a criatividade é uma habilidade inata, no entanto, vários estudos neurocientíficos e filosóficos demonstram que é uma habilidade que pode ser adquirida através de treino cognitivo. É possível sim aumentar a criatividade.

E um dos fatores que leva ao aumento da criatividade é a aprendizagem colaborativa pois envolve percepção, observação, conhecimento metódico e sistemático, perspectivas diferentes dada a diversidade dos alunos, erros, modelos e autoconhecimento.

Para ter ideias é necessário inovação e criatividade, e para inovar e criar é necessário interagir com seus pares e com o conhecimento.



A interação neste contexto é caracterizada pelo trabalho em equipe, não podemos estimular a interação sem interagir. Caso contrário estaremos empobrecendo nossas práticas pedagógicas e até mesmo reproduzindo velhas práticas, o que foge ao processo de inovação e criatividade.

A atualidade é palco de mudanças rápidas na política, na economia, nas tecnologias e na cultura. O processo de internacionalização impacta a sociedade e pressiona por mudanças que vem transformando paradigmas. O professor neste contexto pós-moderno não é mais o monopolizador da verdade e deve ter consciência disto. (Sant’anna,2016)

Perrenoud (2000) destaca que trabalhar em equipe é uma competência fundamental para ensinar, o autor destaca ainda que o trabalho em equipe envolve um projeto de representações comuns, enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas, administrar crises e conflitos interpessoais.

Podemos concluir que para inovar e desenvolver a criatividade é necessário que os professores estejam dispostos a trabalhar em equipe, é necessário que compartilhem dos mesmos objetivos, compartilhem a mesma visão sobre o sucesso e o fracasso escolar, assim, poderão desenvolver o processo de aprendizagem colaborativa com excelência.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

Netto,C.M.(2018) A Educação Mediada por Tecnologias.[e-book] Flórida: Must University.

SANT’ANA,J.V.B.de.;SANTOS,L.G.dos.;ALVES,P.F.(2016). A Mediação Pedagógica com o uso das Novas Tecnologias Numa Educação Complexa e Libertadora: breve investigação em campo. Revista Temporis [Ação]. (Periódico acadêmico de História, Letras e Educação da Universidade Estadual de Goiás). Cidade de Goiás; Anápolis. V.16, n.01, p.21-36 de 104, jan./jun.,2016. Disponível em: http://www.revista.ueg.br.br/index.php/temporisacao/issue/archive Acesso em:<13.10.2021>.

DEMO, Pedro. Educação e Alfabetização Científica. 1. ed. Campinas, SP: Papirus, 2010.

 

 



[1] Pedagoga. Psicopedagoga Clínica e Institucional. Especialista em Educação Especial (AEE). Mestranda em Tecnologias Emergentes na Educação.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

DICAS PARA PREPARAR UMA BOA AULA

 


Interagir com pessoas é sempre um desafio, assim como para qualquer outra atividade que envolve o contato com outras pessoas, você nunca estará totalmente pronto. Haverá sempre algo inesperado, algo novo, algo de diferente para acontecer durante a aula, no entanto, você pode preparar-se e tentar prever como será a sua aula. Essa previsão na verdade chama-se planejamento, e consiste em um conjunto de elementos que favorecem a sua atuação durante a aula e garante em grande parte o “sucesso” da sua aula.

O primeiro passo para preparar uma aula é pensar em seus alunos, e pensar também na situação de aprendizagem que você irá desenvolver com eles.

O que ensinar? Como Ensinar? Para quem ensinar? O que vou usar para facilitar o ensino? Como vou saber se eles aprenderam?  São as perguntas chaves para preparar a sua aula.

1 – Estimule, não apenas informe.

Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?

Olhe em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para conseguir a atenção dos outros.

Ao iniciar sua aula, pergunte, ouça os alunos, veja o que eles já sabem ou o que pensam sobre o assunto. Se você apenas lê o que há na revista, que prazer ele terá em vir para a escola. Pois se é só pra ler, ele pode somente comprar a revista e ler na casa dele.

 

2 - Conheça o ambiente

Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses, eles costumam participar da aula, são frequentes, costumam chegar atrasados? Perdem o interesse quando a aula é expositiva ou dialogada? Mesmo nas primeiras aulas cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.

 

3 – Como começar e como terminar

As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos. Como você vai apresentar a sua aula e como você vai terminar determina se os alunos ficarão na sua turma e se eles virão à próxima aula.

 

4 – Simplifique, porém, aproveite bem o tempo

            Existem professores que perdem tanto tempo enchendo o aluno de informações, que termina a aula e ele ainda não acabou de debater o primeiro tópico do assunto.

Outros leem toda a revista, perguntam se os alunos entenderam e no tempo restante vão contar piadas, contar histórias de suas vidas, ou pedir que os alunos inventem alguma coisa; há ainda aqueles que terminam rápido, se despedem dos alunos e pronto! Os alunos ficam ociosos pela congregação ou dispersos por outras classes.

 


5 - Pratique

Sua aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez - exatamente quando ela é dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas com o ritmo - alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula.

Treine na frente do espelho, treine com seu cônjuge ou com os filhos. Enfim treine antes de estar com os alunos.

Investir tempo na preparação da aula e treinando como desenvolvê-la, é de fundamental importância para o sucesso da mesma.



quinta-feira, 31 de março de 2022

Dicas de uma boa aula para adultos na EBD

 


De acordo com um estudo da Universidade Metodista de São Paulo, a forma como você ensina faz toda a diferença na aprendizagem dos alunos, mesmo que você possua um grande conhecimento bíblico, tenha lido e relido várias vezes a revista, tenha feito muitas pesquisas e já saiba decorado todos os versículos e referências, se não souber como transmitir esse conhecimento aos seus alunos, você ficará sozinho na sala de aula. 

O estudo da Universidade Metodista mostrou que mais da metade dos alunos da turma prenderá a atenção nos estímulos visuais que você apresenta outra grande parte nos estímulos vocais, e apenas uma pequena parte deles prestará atenção no assunto sobre o qual você fala.

  Observe a seguir:

  55% estímulos visuais - como você se apresenta, anda e gesticula; 

  38% estímulos vocais - como você fala sua entonação e timbre; 

  e apenas 7% de conteúdo verbal - o assunto sobre o qual você fala. 

           

Ou seja, como você ensina, é muito importante para que seu aluno aprenda, para ensinar bem, você deverá apresentar recursos que estimulem visualmente o aluno.

Apresente imagens, mantenha uma postura ereta, confiante, uma expressão de ânimo e empolgação, demonstre através dos seus gestos segurança do assunto, calma, tranquilidade, mantenha em seu rosto uma expressão de alegria por estar ali ministrando aquela aula, mantenha-se em pé, para que todos possam vê-lo (a) e sintam-se estimulados por sua postura confiante.

  Treine sua voz, não fale baixo demais, e nem alto demais, tente falar em um tom não ameaçador e nem meigo demais, fale em um tom sóbrio, positivo, firme, faça leituras de forma correta, com entonação, conte uma história fazendo a adequação vocal, falando as palavras de forma clara e bem articulada.

  Aliada a sua postura utilize o conteúdo em cada gesto e expressão que você fizer, assim ele será assimilado mais facilmente pelos alunos.

           

Deus também se utilizou de recursos para ensinar o seu povo durante toda a trajetória bíblica,

 

                                     Deus ordenou que o profeta Jeremias fizesse uma canga de madeira para colocar em seu pescoço (Jr 27.1,2). O que Deus deseja ensinar aos israelitas mediante este sermão simbólico? O horror do cativeiro. [...] O criador utilizou recursos para falar com pessoas de todas as idades. Sim. Ele falava para todos os israelitas. Ainda tem pessoas que pensam que os recursos são apenas para as classes infantis. Os adultos também necessitam deles. (Bueno, 2015, p.20)

 

 

Mas afinal, como ensinar? Usando estratégias e recursos adequados à idade e que facilitem a compreensão do assunto.

 

Como ensinar adultos?

Muitos professores de Escola Dominical estão presos ao costume de se posicionarem em frente as suas classes, realizarem a leitura da revista e depois de realizarem toda a leitura do que está na lição em estudo, pedirem aos seus alunos que expliquem o que ele leu, ou simplesmente perguntar se eles tem alguma duvida sobre o que foi lido.

Porém, como dissemos anteriormente, não é nosso propósito aqui dizer o que está certo ou errado, mas trazer mais conhecimento ao corpo de Cristo, de forma que ele seja aperfeiçoado por meio destes conhecimentos.

Adultos também aprendem! Na verdade, a vida espiritual é um constante aprendizado, desde o momento que nascemos de novo em Cristo Jesus, precisamos aprender a andar como nova criatura, a permanecer em santidade, vigilância e oração até a vinda de nosso Senhor Jesus ou até que sejamos conduzidos a ele.

Bueno (2015) nos afirma que ensinar é como lançar sementes, e para germinar, produzir frutos e flores esta semente não pode ficar guardada dentro de uma gaveta ou em alguma caixa escondida. A nossa capacidade criativa, a capacidade de utilizar nossos dons e talentos para a obra de Deus também não podem ficar guardados. Segundo a autora, o medo, a autoestima baixa e o desânimo saco grandes inimigos da criatividade e impedem o professor de lançar sementes e produzir frutos.

A  missão do professor de adultos é ensinar a Palavra de Deus, incentivando e ajudando seus alunos a praticarem esta palavra, não sendo apenas ouvintes, mas cumpridores da mesma, conforme afirma Tiago 1.22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. 

Para ensinar adultos, o professor da Escola Dominical precisa antes de mais nada, conhecer a linguagem destes adultos, quais as visões de mundo que eles tem, é  necessário que o professor seja claro e direto, é necessário que ele seja organizado e prático, e sobretudo que a turma observe  que além de segurança sobre o que fala, o professor vivencie aquilo que ensina.

Na pratica temos observado que grande parte dos adultos quando não sente  empatia pelo professor, não frequenta a Escola Bíblica. Quando procuramos descobrir os motivos de evasão em classes de adultos, em grande parte das vezes os alunos relatam que  o discurso do professor é diferente de sua prática cotidiana e isso desestimula a frequência. Partindo desse entendimento, é necessário que o professor de adultos, seja antes de tudo um cristão autentico que maneje bem a palavra, que seja fiel e capacitado a fim de que possa igualmente discipular a outros, conforme nos adverte 2 Tm 2.  


 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida.

Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.


 BRASIL, Ministério da educação e do desporto. Referencial curricular nacional para a educação

infantil/Ministério da educação e do Desporto, Secretaria de Educação. Brasília: MEC/SEF, 1998. 


BUENO, Telma. Boas Ideias para professores de educação cristã. Rio de Janeiro: CPAD,2015. 


Use sua criatividade e promova a EBD:Para ser um bom professor.Disponível em: <

http:www.ebdadtimon.com> Acesso em 26/12/2015. 


TULLER,Marcos. Recursos Didáticos para a Escola Dominical. Rio de Janeiro: 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Professor de EBD precisa fazer plano de aula?

 

O PLANO DE AULA

 


            Embora não estejamos com a pretensão de formar professores neste blog, alguns conceitos são de fundamental importância e não poderão deixar de ser comentados quando falamos sobre ensino, sobre escola, um deles é o plano de aula, que faz parte da preparação para a aula.

            De forma bem simplória podemos dizer que o plano de aula é um direcionamento de nosso trabalho enquanto professores é o registro prévio dos acontecimentos da aula, ou seja, é o registro do que queremos que aconteça durante a depois da aula.

            O plano de aula normalmente é composto por cinco elementos que podem ser nomeados de forma diferente dependendo da região e até mesmo do professor que o organiza, os elementos são: objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos didáticos e avaliação.

Este plano de aula pode ser registrado formalmente em um caderno ou em fichas específicas, ou pode simplesmente ser traçado na memória do professor. Destacamos, porém que o registro escrito facilita a visualização do professor e evita possíveis esquecimentos ou “atropelos”.

A seguir um pequeno resumo de cada elemento do plano de aula:

OBJETIVOS – dizem respeito ao que você quer que seu aluno aprenda, em nossas revistas da EBD os objetivos já vem expostos, mas poderemos traçar alguns objetivos que acharmos pertinentes.

CONTEÚDO – refere-se ao assunto da lição que será ministrada.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS – é a maneira pela qual você fará seus alunos atingirem os objetivos propostos, a explicação detalhada de tudo que você irá e como irá desenvolver na aula.

RECURSOS – refere-se aos materiais que serão utilizados para facilitar o ensino, tudo que você utilizar para desenvolver sua aula.

AVALIAÇÃO – essa avaliação pode ser desde uma observação, até mesmo o registro de quem realizou as atividades da revista ou outra atividade proposta. É importante para que possamos saber se o aluno realmente atingiu os objetivos propostos.

Ter um plano de aula é um bom começo, mas por si só não garante a eficiência da aula, é necessário que o professor (a) esteja atento às necessidades que vão surgindo durante a aula, que esteja sempre pronto para aprender algo novo, seja atento ao que os alunos estão precisando e procure desempenhar seu papel com amor e dedicação conforme nos ensina a bíblia “... se é ensinar, haja dedicação ao ensino;” Romanos 12:7

 

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.

 OLIVEIRA,João Batista Araújo. Aprender e Ensinar. Belo Horizonte: Alfa Educativa, 2007.

 


 

sexta-feira, 11 de março de 2022

O que é aprendizagem significativa?

 


   A aprendizagem significativa na teoria de Vigotsky

 

Lev Semenovich Vigotsky era médico e atuou muitos anos no Instituto de Psicologia de Moscou, a ideia fundamental de sua teoria é que o desenvolvimento humano só pode ser explicado em termos de interação social, ou seja, aprendemos quando convivemos com os outros. De acordo com esta teoria, aprendemos a ser cristãos quando convivemos no meio cristão e somos submetidos a ensinamentos cristãos, não só através de ensinamentos, mas da prática destes ensinamentos.

        Corroborando com este entendimento somos advertidos: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.” (Provérbios, 22.6)

            Nesta teoria o papel do educador (a) é de fundamental importância para o crescimento da turma, e de maneira especial para o desenvolvimento individual de cada aluno, conforme o versículo citado, a criança precisa ser instruída desde cedo e na tradição judaica o ensino não estava restrito apenas em conhecer a lei, mas também em viver os costumes do povo hebreu, praticando diariamente estes ensinamentos.

Observemos ainda este outro texto bíblico

 

                              41  De ano em ano, seus pais costumavam ir a Jerusalém para a Festividade da Páscoa. 42  E, quando ele tinha 12 anos de idade, subiram segundo o costume da festividade. 43  Quando a festividade terminou e eles começaram a viagem de volta, o menino Jesus ficou em Jerusalém, mas seus pais não perceberam. 44  Pensando que ele estivesse no grupo que viajava junto, percorreram a distância de um dia e então começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45  Mas, visto que não o acharam, voltaram a Jerusalém e o procuraram cuidadosamente. 46  Pois bem, depois de três dias, eles o acharam no templo, sentado no meio dos instrutores, escutando-os e fazendo-lhes perguntas. 47  Mas todos os que o escutavam ficavam admirados com o seu entendimento e suas respostas. 48  Assim, seus pais ficaram espantados quando o viram, e sua mãe lhe disse: “Filho, por que você fez isso conosco? Olhe, seu pai e eu estávamos desesperados procurando você.” 49  Mas ele lhes disse: “Por que estavam procurando por mim? Não sabiam que eu devia estar na casa do meu Pai?” ( Lucas, 2.41-49)

 

José e Maria levavam Jesus de ano em ano para Jerusalém para comemorar a Páscoa, como era costume dos judeus, estavam ensinando Jesus a guardar os costumes de seu povo, mas admiraram-se ao ver que Jesus tinha ficado no templo e com a sabedoria com a qual ele conversava com os instrutores.

Muitos professores também subestimam o conhecimento ou o potencial de aprender de seus alunos, sobre isso

 

                             Vigotsky distingue dois níveis no desenvolvimento: o desenvolvimento real, que indica o alcançado pelo indivíduo, e o desenvolvimento potencial, que mostra o que o indivíduo pode fazer com a ajuda de outros(mediação). A Zona de Desenvolvimento Próximo (ZDP) é a distancia entre o nível real de desenvolvimento e o nível de desenvolvimento potencial. A respeito disso, Vigotsky afirma: [...] “Na educação escolar há que se distinguir entre aquilo que o aluno é capaz de aprender e fazer por si só, e o que é capaz de aprender com a ajuda de outras pessoas.” (FRANÇA, 2007, p.88,89)

 

 

            Em nossas classes de Escola Bíblica Dominical, encontramos alguns alunos que embora não tenham vivencia com a palavra de Deus, podem aprender e desenvolver um relacionamento pessoal com Deus e com sua palavra através da ajuda e intervenção dos professores.



É necessário que o (a) professor(a) cristão, observe o que seus alunos já sabem sobre a palavra de Deus, observe ainda quais alunos tem pais cristãos e quantos são ensinados em casa, quantos deles tem uma rotina que envolve culto domestico, leitura da palavra pelos pais em casa, e que estímulos eles tem para estudar a palavra.

 Pois a partir destas informações podem ser desenvolvidas estratégias para estimular a criança a estudar de forma independente e autônoma a palavra de Deus em casa também, influenciando as pessoas que convivem com ela.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

EIRAS. Denize Barboza, Criatividade e Arte – Recursos para todas as ocasiões. Curitiba: Santos Editora, 2011.

FREITAS.Olga, Equipamentos e Materiais Didáticos. Brasília: UNB,2007. Disponível em : < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/profunc/equipamentos.pdf > . Acesso em: 12.01.2017.

 RANGEL. Rawderson, Recursos Práticos para o Culto Infantil. Curitiba: Santos Editora, 2011.

 

SILVA. Samuel S. O Novo Perfil do Ensinador Cristão em Tempos Pós- Modernos.

Disponível em: < http://www.iadcg.org/portal/index.php?option=com_content&task=

view&id=641&Itemid=68> . Acesso em: 06.01.2017.

BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.

 OLIVEIRA,João Batista Araújo. Aprender e Ensinar. Belo Horizonte: Alfa Educativa, 2007.

 PERRENOUD. Phillippe. Dez novas competências para ensinar. Trad. Patricia Christoni Ramos.Porto Alegre: Artmed,2000.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

O que um professor de escola dominical precisa ter e fazer?

 


O PERFIL DO EDUCADOR CRISTÃO 

No mundo contemporâneo, há grandes desafios para a ação docente secular, e em nossas igrejas não é diferente, atuar como superintendentes e professores de educação cristã requer entre outras coisas uma postura abnegada do professor. Pois este é convidado a ser antes de mais da nada, um exemplo de prática do evangelho, ou seja, o professor cristão incorpora em seu perfil a necessidade de ser referencia de vida cristã (modelo a ser seguido), enfatizamos aqui as palavras de Paulo a Tito

 

                                                                Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,8 linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. ( Tito ,2.7,8)

 

 

            A docência é uma atividade com grande carga ética, entre seus objetivos está a formação intelectual, moral, social e espiritual de seus alunos, em se tratando de educação cristã, ressalta-se aqui a obrigatoriedade de o professor ser referencia ou modelo para sua turma, conforme destacado acima.

            É necessário que o professor (a) esteja aberto ao pensamento inovador, sempre que isso redundar em benefícios para uma melhor aprendizagem para seus alunos. Não podendo conformar-se só com a transmissão mecânica dos conteúdos, mas contribuindo para a preparação deste aluno para a integração social, sendo este um disseminador do conhecimento de Cristo, seja através de seus conhecimentos teóricos, seja através de sua prática de vida permeada pelos valores morais cristãos.

            O perfil do docente da educação cristã tem se desenvolvido em duas vertentes: Transmissão de conhecimento e Currículo Transversal.

            Na transmissão de conhecimentos, a atuação docente apoia-se em conteúdos e técnicas de aquisição de conteúdos. (Um bom exemplo é o do professor que apenas realiza a leitura da revista com os alunos, responde os exercícios propostos e encerra a aula.)

            Na vertente do Currículo Transversal o professor recorre ou apoia-se em valores universais, princípios éticos, estratégias e recursos variados. (Um exemplo disso é o professor que problematiza o conteúdo da revista com o cotidiano dos alunos, confronta conhecimentos científicos com as verdades bíblicas e procura dinamizar o ensino com uso de mídias, livros,cartazes e etc.)

            Buscamos aqui o entendimento do perfil do docente que atua na escola dominical, não como forma de rotular a atuação emitindo conceitos de certo ou errado, mas de maneira que possamos aperfeiçoar e desenvolver um perfil adequado às demandas da Escola Bíblica Dominical para a promoção da aprendizagem daqueles que necessitam do ensino deste professor.

            Traços importantes no perfil do docente de escola bíblica

 

                                            Conhecimento Teórico: Sem fórmulas mágicas, truques ou rodeios. O professor deverá apresentar o conteúdo de forma clara e didática.

                                            Capacidade de Ouvir. Neste novo relacionamento professor-aluno já não há mais espaço para o arcaico estilo “chefe X subordinado”. O professor deverá se habituar a ouvir o que o aluno tem a dizer, pois não raras vezes este sempre tem algo a contribuir e feliz o professor que souber canalizar o conhecimento pré-existente em seu aluno a favor de sua aula.

                                            Capacidade de Expressão: Saber organizar os pensamentos e expressá-lo com clareza. O aluno sempre saberá detectar quando o professor domina o assunto ou se este está “perdido”.

                                           Cultura: Geral. O professor precisa ser uma pessoa atualizada, pois ter ciência dos acontecimentos cotidiano muito ajuda no enriquecimento de suas aulas e os alunos estão muito mais predispostos a ouvir um professor que demonstra conhecimento.

                                           Qualificações: Acadêmica e Pedagógica. Quando isto não for possível, este deve fazer a devida compensação com muita leitura especializada, tanto teórica quanto didática, buscando dominar o assunto a fim de evitar vexames. (SILVA,2017)

 

 

            Ainda com relação ao perfil docente Perrenoud (2000), um teórico da educação secular, destaca dez competências importantes para o desenvolvimento do ensino, são elas:

1.    Organizar e estimular situações de aprendizagem – refere-se ao trabalho desenvolvido à partir do conhecimento do assunto que se vai ensinar, conhecimento sobre a turma, e a estimulação e criação de situações onde os alunos possam se envolver com o conhecimento, participar da aprendizagem, vivenciando o que é ensinado.

2.    Gerar a progressão das aprendizagens – esta competência relaciona-se ao desenvolvimento dos alunos, aos laços com conhecimentos já repassados em aulas anteriores. Observar se os alunos estão realmente guardando estes conhecimentos, conseguindo fazer relação entre o que aprendem e o que vivem e crescendo de alguma forma.

3.    Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam-  saber trabalhar com os diferentes tipos de alunos presentes na turma, considerando as peculiaridades de cada um com relação a aprendizagem, bem como procurando suprir suas necessidades individuais, desenvolvendo um trabalho para todos.

4.    Envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho – estimular na criança o desejo de aprender, desenvolver a capacidade de autoavaliação dos alunos em relação ao que aprendem à maneira como se desenvolvem em sala de aula e permitir que eles participem de todo o processo de atividade em sala de aula.

5.    Trabalhar em equipe – saber conviver, administrar conflitos interpessoais, realizar trabalho envolvendo outros professores e demais pessoas de quem possa necessitar para desenvolver um bom trabalho.

6.    Participar da gestão da escola – contribuir para o bom desenvolvimento da escola, organizando situações, mantendo uma boa comunicação, administrando bem os recursos da escola. Buscando cooperar na elaboração dos projetos e objetivos da escola.

7.    Informar e envolver os pais – envolver os pais no processo de ensino, comunicar –se com eles, pedir ou transmitir informações sobre os alunos, estimulá-los a participar do processo e fazer com que as crianças participem.

8.    Utilizar as novas tecnologias – explorar potencialidades didáticas, usar recursos multimídias para favorecer a aprendizagem.

9.    Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão – participar da criação de regras comuns para o bom convívio escolar, analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em sala de aula. Desenvolver o senso de responsabilidade, solidariedade e de justiça.

10. Gerar sua própria formação contínua – saber falar sobre suas próprias práticas e ser responsável pela busca de conhecimentos constantemente.

 

 

Estas competências podem e devem ser desenvolvidas dentro da prática docente na escola bíblica dominical; destacamos aqui a competência de número dez, pois como dissemos anteriormente, muitos professores não possuem formação adequada para atuar na sala de escola dominical, no entanto, ele pode desenvolver esta competência, realizando leituras de diversos livros na área, participando dos cursos, conferencias e seminários de capacitação para professores de escola bíblica, estudando de forma sistemática os conteúdos que deverá ensinar e ainda apoiando-se nos companheiros que possuem uma formação maior que a sua.

      Em síntese podemos afirmar que o ponto chave do perfil do educador cristão é a disponibilidade para aprender. Pois através da aprendizagem continua qualquer um pode desenvolver as competências acima mencionadas, principalmente aqueles que têm um compromisso espiritual, moral e ético com o ensino cristão.


Cineminha