segunda-feira, 1 de agosto de 2022

aprendizagem colaborativa

 

 


APRENDIZAGEM COLABORATIVA:

INOVAÇÃO, CRIATIVIDADE E TRABALHO EM EQUIPE

 

Rochelli Milanez[1]

 

No séc. XXI há uma proporção crescente de crianças e adolescentes com acesso à internet. Redes sociais, jogos on-line e plataformas interativas consomem boa parte do tempo destas crianças e adolescentes.

É necessário que os professores também estejam conectados, e quando falamos em conexão não quer dizer necessariamente que estejam utilizando ferramentas digitais ou de tecnologias da informação e comunicação, mas sobretudo conectados ao novo formato de educação contemporâneo.

Conectados a uma nova forma de ensinar, criando situações de aprendizagem diversificadas, colaborativas e significativas para os estudantes.

Dentro desse contexto, Demo (2010) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas porque são indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação.

Inovar dentro deste contexto é buscar novas soluções para promover a aprendizagem; inovar em educação é fazer de forma diferente, utilizar novas perspectivas, novas metodologias e novas atividades para construção de conhecimento.



  Assim, o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se tornou plural, porque são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida e o mercado hoje, marcado pelo enfoque tecnológico. (Netto, 2018, p.5)

Na educação da atualidade o conhecimento é concebido como construção social, assim sendo, a aprendizagem colaborativa permite que os alunos compartilhem informações, trabalhando de forma cooperativa.

Atividades colaborativas e autênticas aumentam o desempenho e habilidades de pensamento de ordem superior: reflexão, análise, abstração, autoria/produção, etc.

A criatividade é uma habilidade que também pode ser desenvolvida por professores e alunos neste processo.

Algumas pessoas consideram que a criatividade é uma habilidade inata, no entanto, vários estudos neurocientíficos e filosóficos demonstram que é uma habilidade que pode ser adquirida através de treino cognitivo. É possível sim aumentar a criatividade.

E um dos fatores que leva ao aumento da criatividade é a aprendizagem colaborativa pois envolve percepção, observação, conhecimento metódico e sistemático, perspectivas diferentes dada a diversidade dos alunos, erros, modelos e autoconhecimento.

Para ter ideias é necessário inovação e criatividade, e para inovar e criar é necessário interagir com seus pares e com o conhecimento.



A interação neste contexto é caracterizada pelo trabalho em equipe, não podemos estimular a interação sem interagir. Caso contrário estaremos empobrecendo nossas práticas pedagógicas e até mesmo reproduzindo velhas práticas, o que foge ao processo de inovação e criatividade.

A atualidade é palco de mudanças rápidas na política, na economia, nas tecnologias e na cultura. O processo de internacionalização impacta a sociedade e pressiona por mudanças que vem transformando paradigmas. O professor neste contexto pós-moderno não é mais o monopolizador da verdade e deve ter consciência disto. (Sant’anna,2016)

Perrenoud (2000) destaca que trabalhar em equipe é uma competência fundamental para ensinar, o autor destaca ainda que o trabalho em equipe envolve um projeto de representações comuns, enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas, administrar crises e conflitos interpessoais.

Podemos concluir que para inovar e desenvolver a criatividade é necessário que os professores estejam dispostos a trabalhar em equipe, é necessário que compartilhem dos mesmos objetivos, compartilhem a mesma visão sobre o sucesso e o fracasso escolar, assim, poderão desenvolver o processo de aprendizagem colaborativa com excelência.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

Netto,C.M.(2018) A Educação Mediada por Tecnologias.[e-book] Flórida: Must University.

SANT’ANA,J.V.B.de.;SANTOS,L.G.dos.;ALVES,P.F.(2016). A Mediação Pedagógica com o uso das Novas Tecnologias Numa Educação Complexa e Libertadora: breve investigação em campo. Revista Temporis [Ação]. (Periódico acadêmico de História, Letras e Educação da Universidade Estadual de Goiás). Cidade de Goiás; Anápolis. V.16, n.01, p.21-36 de 104, jan./jun.,2016. Disponível em: http://www.revista.ueg.br.br/index.php/temporisacao/issue/archive Acesso em:<13.10.2021>.

DEMO, Pedro. Educação e Alfabetização Científica. 1. ed. Campinas, SP: Papirus, 2010.

 

 



[1] Pedagoga. Psicopedagoga Clínica e Institucional. Especialista em Educação Especial (AEE). Mestranda em Tecnologias Emergentes na Educação.

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