APRENDIZAGEM
COLABORATIVA:
INOVAÇÃO,
CRIATIVIDADE E TRABALHO EM EQUIPE
Rochelli Milanez[1]
No séc. XXI há uma
proporção crescente de crianças e adolescentes com acesso à internet. Redes sociais,
jogos on-line e plataformas interativas consomem boa parte do tempo destas
crianças e adolescentes.
É necessário que os
professores também estejam conectados, e quando falamos em conexão não quer
dizer necessariamente que estejam utilizando ferramentas digitais ou de
tecnologias da informação e comunicação, mas sobretudo conectados ao novo
formato de educação contemporâneo.
Conectados a uma nova
forma de ensinar, criando situações de aprendizagem diversificadas, colaborativas
e significativas para os estudantes.
Dentro desse
contexto, Demo (2010) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o
desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na
prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas porque são
indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras
necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação.
Inovar dentro deste
contexto é buscar novas soluções para promover a aprendizagem; inovar em
educação é fazer de forma diferente, utilizar novas perspectivas, novas
metodologias e novas atividades para construção de conhecimento.
Assim,
o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se tornou plural, porque
são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida e o mercado hoje,
marcado pelo enfoque tecnológico. (Netto, 2018, p.5)
Na educação da atualidade
o conhecimento é concebido como construção social, assim sendo, a aprendizagem
colaborativa permite que os alunos compartilhem informações, trabalhando de
forma cooperativa.
Atividades colaborativas e autênticas aumentam o
desempenho e habilidades de pensamento de ordem superior: reflexão, análise,
abstração, autoria/produção, etc.
A criatividade é uma
habilidade que também pode ser desenvolvida por professores e alunos neste
processo.
Algumas pessoas
consideram que a criatividade é uma habilidade inata, no entanto, vários
estudos neurocientíficos e filosóficos demonstram que é uma habilidade que pode
ser adquirida através de treino cognitivo. É possível sim aumentar a
criatividade.
E um dos fatores que
leva ao aumento da criatividade é a aprendizagem colaborativa pois envolve
percepção, observação, conhecimento metódico e sistemático, perspectivas diferentes
dada a diversidade dos alunos, erros, modelos e autoconhecimento.
Para ter ideias é
necessário inovação e criatividade, e para inovar e criar é necessário
interagir com seus pares e com o conhecimento.
A interação neste
contexto é caracterizada pelo trabalho em equipe, não podemos estimular a
interação sem interagir. Caso contrário estaremos empobrecendo nossas práticas
pedagógicas e até mesmo reproduzindo velhas práticas, o que foge ao processo de
inovação e criatividade.
A atualidade é palco
de mudanças rápidas na política, na economia, nas tecnologias e na cultura. O processo
de internacionalização impacta a sociedade e pressiona por mudanças que vem
transformando paradigmas. O professor neste contexto pós-moderno não é mais o
monopolizador da verdade e deve ter consciência disto. (Sant’anna,2016)
Perrenoud (2000)
destaca que trabalhar em equipe é uma competência fundamental para ensinar, o
autor destaca ainda que o trabalho em equipe envolve um projeto de representações
comuns, enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas,
administrar crises e conflitos interpessoais.
Podemos concluir que
para inovar e desenvolver a criatividade é necessário que os professores
estejam dispostos a trabalhar em equipe, é necessário que compartilhem dos
mesmos objetivos, compartilhem a mesma visão sobre o sucesso e o fracasso
escolar, assim, poderão desenvolver o processo de aprendizagem colaborativa com
excelência.
REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
Netto,C.M.(2018) A Educação Mediada por
Tecnologias.[e-book] Flórida: Must University.
SANT’ANA,J.V.B.de.;SANTOS,L.G.dos.;ALVES,P.F.(2016).
A Mediação Pedagógica com o uso das Novas Tecnologias Numa Educação Complexa
e Libertadora: breve investigação em campo. Revista Temporis [Ação].
(Periódico acadêmico de História, Letras e Educação da Universidade Estadual de
Goiás). Cidade de Goiás; Anápolis. V.16, n.01, p.21-36 de 104, jan./jun.,2016.
Disponível em: http://www.revista.ueg.br.br/index.php/temporisacao/issue/archive Acesso em:<13.10.2021>.
DEMO, Pedro. Educação e Alfabetização
Científica. 1. ed. Campinas, SP: Papirus, 2010.
[1]
Pedagoga. Psicopedagoga Clínica e Institucional. Especialista em Educação
Especial (AEE). Mestranda em Tecnologias Emergentes na Educação.
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