quinta-feira, 31 de março de 2022

Dicas de uma boa aula para adultos na EBD

 


De acordo com um estudo da Universidade Metodista de São Paulo, a forma como você ensina faz toda a diferença na aprendizagem dos alunos, mesmo que você possua um grande conhecimento bíblico, tenha lido e relido várias vezes a revista, tenha feito muitas pesquisas e já saiba decorado todos os versículos e referências, se não souber como transmitir esse conhecimento aos seus alunos, você ficará sozinho na sala de aula. 

O estudo da Universidade Metodista mostrou que mais da metade dos alunos da turma prenderá a atenção nos estímulos visuais que você apresenta outra grande parte nos estímulos vocais, e apenas uma pequena parte deles prestará atenção no assunto sobre o qual você fala.

  Observe a seguir:

  55% estímulos visuais - como você se apresenta, anda e gesticula; 

  38% estímulos vocais - como você fala sua entonação e timbre; 

  e apenas 7% de conteúdo verbal - o assunto sobre o qual você fala. 

           

Ou seja, como você ensina, é muito importante para que seu aluno aprenda, para ensinar bem, você deverá apresentar recursos que estimulem visualmente o aluno.

Apresente imagens, mantenha uma postura ereta, confiante, uma expressão de ânimo e empolgação, demonstre através dos seus gestos segurança do assunto, calma, tranquilidade, mantenha em seu rosto uma expressão de alegria por estar ali ministrando aquela aula, mantenha-se em pé, para que todos possam vê-lo (a) e sintam-se estimulados por sua postura confiante.

  Treine sua voz, não fale baixo demais, e nem alto demais, tente falar em um tom não ameaçador e nem meigo demais, fale em um tom sóbrio, positivo, firme, faça leituras de forma correta, com entonação, conte uma história fazendo a adequação vocal, falando as palavras de forma clara e bem articulada.

  Aliada a sua postura utilize o conteúdo em cada gesto e expressão que você fizer, assim ele será assimilado mais facilmente pelos alunos.

           

Deus também se utilizou de recursos para ensinar o seu povo durante toda a trajetória bíblica,

 

                                     Deus ordenou que o profeta Jeremias fizesse uma canga de madeira para colocar em seu pescoço (Jr 27.1,2). O que Deus deseja ensinar aos israelitas mediante este sermão simbólico? O horror do cativeiro. [...] O criador utilizou recursos para falar com pessoas de todas as idades. Sim. Ele falava para todos os israelitas. Ainda tem pessoas que pensam que os recursos são apenas para as classes infantis. Os adultos também necessitam deles. (Bueno, 2015, p.20)

 

 

Mas afinal, como ensinar? Usando estratégias e recursos adequados à idade e que facilitem a compreensão do assunto.

 

Como ensinar adultos?

Muitos professores de Escola Dominical estão presos ao costume de se posicionarem em frente as suas classes, realizarem a leitura da revista e depois de realizarem toda a leitura do que está na lição em estudo, pedirem aos seus alunos que expliquem o que ele leu, ou simplesmente perguntar se eles tem alguma duvida sobre o que foi lido.

Porém, como dissemos anteriormente, não é nosso propósito aqui dizer o que está certo ou errado, mas trazer mais conhecimento ao corpo de Cristo, de forma que ele seja aperfeiçoado por meio destes conhecimentos.

Adultos também aprendem! Na verdade, a vida espiritual é um constante aprendizado, desde o momento que nascemos de novo em Cristo Jesus, precisamos aprender a andar como nova criatura, a permanecer em santidade, vigilância e oração até a vinda de nosso Senhor Jesus ou até que sejamos conduzidos a ele.

Bueno (2015) nos afirma que ensinar é como lançar sementes, e para germinar, produzir frutos e flores esta semente não pode ficar guardada dentro de uma gaveta ou em alguma caixa escondida. A nossa capacidade criativa, a capacidade de utilizar nossos dons e talentos para a obra de Deus também não podem ficar guardados. Segundo a autora, o medo, a autoestima baixa e o desânimo saco grandes inimigos da criatividade e impedem o professor de lançar sementes e produzir frutos.

A  missão do professor de adultos é ensinar a Palavra de Deus, incentivando e ajudando seus alunos a praticarem esta palavra, não sendo apenas ouvintes, mas cumpridores da mesma, conforme afirma Tiago 1.22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. 

Para ensinar adultos, o professor da Escola Dominical precisa antes de mais nada, conhecer a linguagem destes adultos, quais as visões de mundo que eles tem, é  necessário que o professor seja claro e direto, é necessário que ele seja organizado e prático, e sobretudo que a turma observe  que além de segurança sobre o que fala, o professor vivencie aquilo que ensina.

Na pratica temos observado que grande parte dos adultos quando não sente  empatia pelo professor, não frequenta a Escola Bíblica. Quando procuramos descobrir os motivos de evasão em classes de adultos, em grande parte das vezes os alunos relatam que  o discurso do professor é diferente de sua prática cotidiana e isso desestimula a frequência. Partindo desse entendimento, é necessário que o professor de adultos, seja antes de tudo um cristão autentico que maneje bem a palavra, que seja fiel e capacitado a fim de que possa igualmente discipular a outros, conforme nos adverte 2 Tm 2.  


 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida.

Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.


 BRASIL, Ministério da educação e do desporto. Referencial curricular nacional para a educação

infantil/Ministério da educação e do Desporto, Secretaria de Educação. Brasília: MEC/SEF, 1998. 


BUENO, Telma. Boas Ideias para professores de educação cristã. Rio de Janeiro: CPAD,2015. 


Use sua criatividade e promova a EBD:Para ser um bom professor.Disponível em: <

http:www.ebdadtimon.com> Acesso em 26/12/2015. 


TULLER,Marcos. Recursos Didáticos para a Escola Dominical. Rio de Janeiro: 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Professor de EBD precisa fazer plano de aula?

 

O PLANO DE AULA

 


            Embora não estejamos com a pretensão de formar professores neste blog, alguns conceitos são de fundamental importância e não poderão deixar de ser comentados quando falamos sobre ensino, sobre escola, um deles é o plano de aula, que faz parte da preparação para a aula.

            De forma bem simplória podemos dizer que o plano de aula é um direcionamento de nosso trabalho enquanto professores é o registro prévio dos acontecimentos da aula, ou seja, é o registro do que queremos que aconteça durante a depois da aula.

            O plano de aula normalmente é composto por cinco elementos que podem ser nomeados de forma diferente dependendo da região e até mesmo do professor que o organiza, os elementos são: objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos didáticos e avaliação.

Este plano de aula pode ser registrado formalmente em um caderno ou em fichas específicas, ou pode simplesmente ser traçado na memória do professor. Destacamos, porém que o registro escrito facilita a visualização do professor e evita possíveis esquecimentos ou “atropelos”.

A seguir um pequeno resumo de cada elemento do plano de aula:

OBJETIVOS – dizem respeito ao que você quer que seu aluno aprenda, em nossas revistas da EBD os objetivos já vem expostos, mas poderemos traçar alguns objetivos que acharmos pertinentes.

CONTEÚDO – refere-se ao assunto da lição que será ministrada.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS – é a maneira pela qual você fará seus alunos atingirem os objetivos propostos, a explicação detalhada de tudo que você irá e como irá desenvolver na aula.

RECURSOS – refere-se aos materiais que serão utilizados para facilitar o ensino, tudo que você utilizar para desenvolver sua aula.

AVALIAÇÃO – essa avaliação pode ser desde uma observação, até mesmo o registro de quem realizou as atividades da revista ou outra atividade proposta. É importante para que possamos saber se o aluno realmente atingiu os objetivos propostos.

Ter um plano de aula é um bom começo, mas por si só não garante a eficiência da aula, é necessário que o professor (a) esteja atento às necessidades que vão surgindo durante a aula, que esteja sempre pronto para aprender algo novo, seja atento ao que os alunos estão precisando e procure desempenhar seu papel com amor e dedicação conforme nos ensina a bíblia “... se é ensinar, haja dedicação ao ensino;” Romanos 12:7

 

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.

 OLIVEIRA,João Batista Araújo. Aprender e Ensinar. Belo Horizonte: Alfa Educativa, 2007.

 


 

sexta-feira, 11 de março de 2022

O que é aprendizagem significativa?

 


   A aprendizagem significativa na teoria de Vigotsky

 

Lev Semenovich Vigotsky era médico e atuou muitos anos no Instituto de Psicologia de Moscou, a ideia fundamental de sua teoria é que o desenvolvimento humano só pode ser explicado em termos de interação social, ou seja, aprendemos quando convivemos com os outros. De acordo com esta teoria, aprendemos a ser cristãos quando convivemos no meio cristão e somos submetidos a ensinamentos cristãos, não só através de ensinamentos, mas da prática destes ensinamentos.

        Corroborando com este entendimento somos advertidos: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.” (Provérbios, 22.6)

            Nesta teoria o papel do educador (a) é de fundamental importância para o crescimento da turma, e de maneira especial para o desenvolvimento individual de cada aluno, conforme o versículo citado, a criança precisa ser instruída desde cedo e na tradição judaica o ensino não estava restrito apenas em conhecer a lei, mas também em viver os costumes do povo hebreu, praticando diariamente estes ensinamentos.

Observemos ainda este outro texto bíblico

 

                              41  De ano em ano, seus pais costumavam ir a Jerusalém para a Festividade da Páscoa. 42  E, quando ele tinha 12 anos de idade, subiram segundo o costume da festividade. 43  Quando a festividade terminou e eles começaram a viagem de volta, o menino Jesus ficou em Jerusalém, mas seus pais não perceberam. 44  Pensando que ele estivesse no grupo que viajava junto, percorreram a distância de um dia e então começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45  Mas, visto que não o acharam, voltaram a Jerusalém e o procuraram cuidadosamente. 46  Pois bem, depois de três dias, eles o acharam no templo, sentado no meio dos instrutores, escutando-os e fazendo-lhes perguntas. 47  Mas todos os que o escutavam ficavam admirados com o seu entendimento e suas respostas. 48  Assim, seus pais ficaram espantados quando o viram, e sua mãe lhe disse: “Filho, por que você fez isso conosco? Olhe, seu pai e eu estávamos desesperados procurando você.” 49  Mas ele lhes disse: “Por que estavam procurando por mim? Não sabiam que eu devia estar na casa do meu Pai?” ( Lucas, 2.41-49)

 

José e Maria levavam Jesus de ano em ano para Jerusalém para comemorar a Páscoa, como era costume dos judeus, estavam ensinando Jesus a guardar os costumes de seu povo, mas admiraram-se ao ver que Jesus tinha ficado no templo e com a sabedoria com a qual ele conversava com os instrutores.

Muitos professores também subestimam o conhecimento ou o potencial de aprender de seus alunos, sobre isso

 

                             Vigotsky distingue dois níveis no desenvolvimento: o desenvolvimento real, que indica o alcançado pelo indivíduo, e o desenvolvimento potencial, que mostra o que o indivíduo pode fazer com a ajuda de outros(mediação). A Zona de Desenvolvimento Próximo (ZDP) é a distancia entre o nível real de desenvolvimento e o nível de desenvolvimento potencial. A respeito disso, Vigotsky afirma: [...] “Na educação escolar há que se distinguir entre aquilo que o aluno é capaz de aprender e fazer por si só, e o que é capaz de aprender com a ajuda de outras pessoas.” (FRANÇA, 2007, p.88,89)

 

 

            Em nossas classes de Escola Bíblica Dominical, encontramos alguns alunos que embora não tenham vivencia com a palavra de Deus, podem aprender e desenvolver um relacionamento pessoal com Deus e com sua palavra através da ajuda e intervenção dos professores.



É necessário que o (a) professor(a) cristão, observe o que seus alunos já sabem sobre a palavra de Deus, observe ainda quais alunos tem pais cristãos e quantos são ensinados em casa, quantos deles tem uma rotina que envolve culto domestico, leitura da palavra pelos pais em casa, e que estímulos eles tem para estudar a palavra.

 Pois a partir destas informações podem ser desenvolvidas estratégias para estimular a criança a estudar de forma independente e autônoma a palavra de Deus em casa também, influenciando as pessoas que convivem com ela.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

EIRAS. Denize Barboza, Criatividade e Arte – Recursos para todas as ocasiões. Curitiba: Santos Editora, 2011.

FREITAS.Olga, Equipamentos e Materiais Didáticos. Brasília: UNB,2007. Disponível em : < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/profunc/equipamentos.pdf > . Acesso em: 12.01.2017.

 RANGEL. Rawderson, Recursos Práticos para o Culto Infantil. Curitiba: Santos Editora, 2011.

 

SILVA. Samuel S. O Novo Perfil do Ensinador Cristão em Tempos Pós- Modernos.

Disponível em: < http://www.iadcg.org/portal/index.php?option=com_content&task=

view&id=641&Itemid=68> . Acesso em: 06.01.2017.

BÍBLIA, Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.

 OLIVEIRA,João Batista Araújo. Aprender e Ensinar. Belo Horizonte: Alfa Educativa, 2007.

 PERRENOUD. Phillippe. Dez novas competências para ensinar. Trad. Patricia Christoni Ramos.Porto Alegre: Artmed,2000.


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