segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Qual a contribuição da Neurociência para a Sala de Aula?


 Atualmente temos como propósitos educacionais, o desenvolvimento da mente humana e suas potencialidades, estimulação da curiosidade natural e incutir e cultivar um senso de admiração, gerando responsabilidade e autonomia em seus atos.

Para promover indivíduos que entendam de sistemas complexos e saibam agir de forma criativa e inovadora, rearranjando componentes individuais e utilizando de forma inteligente as tecnologias para que eles possam criar uma economia de inovação ou ainda, sejam mais desenvolvidos e equilibrados emocionalmente, é necessário trabalhar e focar nos dois hemisférios cerebrais. 

No contexto da Educação 4.0 na qual as tecnologias móbile conectadas em rede, o armazenamento em nuvem, a utilização da computação cognitiva e de inteligência artificial ganham cada vez mais espaço, se faz necessária uma educação que oriente o aluno a desenvolver novas habilidades, compartilhar conhecimentos e construir habilidades e competências para interagir com pessoas e máquinas. 

A neurociência tem contribuído de forma relevante para com a sala de aula, uma vez que permite que os professores compreendam como o cérebro processa a informação e fornece informações que permitem a criação de estratégias de estimulação e otimização de  dos processos de aprendizagem. 

É contribuição da neurociência também, os conhecimentos sobre as alterações de padrões de processamento cerebral causados pelo uso das tecnologias móveis sem objetivos educacionais. 

Referencias: 

Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke.

sábado, 29 de janeiro de 2022

SINAPSES


Quando passamos por alguma experiência sensorial o cérebro envia impulsos nervosos com informações de um neurônio para outro para que ocorra uma resposta a esta experiência.

Santos (2022) destaca que para que isso ocorra, é necessária a presença de uma região especializada, que recebe o nome de sinapse.

 Ela pode ser definida como a região de proximidade entre a extremidade de um neurônio e uma célula vizinha, onde os impulsos nervosos são transformados em impulsos químicos em decorrência da presença de mediadores químicos.

Uma sinapse é um espaço de junção especializada no qual ocorre a comunicação entre dois neurônios. 

É através da sinapse que o potencial de ação (impulso elétrico que leva uma informação) é transmitido. 

O disparo do impulso elétrico de um neurônio influencia a atividade dos que estão conectados pelas sinapses.

 A célula nervosa que transmite o sinal é chamada se célula pré-sináptica, enquanto que a célula que recebe o sinal é um neurônio pós-sináptico. 

É importante ressaltar que não ocorre contato físico entre os neurônios, pois a transmissão de impulsos elétricos se dá via junções comunicantes (nas sinapses elétricas) e via fendas sinápticas (nas sinapses químicas). 

É imprescindível que o sistema educacional compreenda esse processamento cerebral para oferecer oportunidades de aprendizagem que se efetivem como situações ricas em experiências sensoriomotoras que permitem o estímulo cerebral e o fortalecimento de sinapses, potencializando assim as aprendizagens. 


Fonte:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "O que é sinapse?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-sinapse.htm. Acesso em 15 de janeiro de 2022.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Dinâmica para reunião de professores

 


DINÂMICA  01 – INOVAÇÃO

Cada professor recebe um pedaço de barbante (lã, linha, etc.) e será dada a seguinte orientação: segure o barbante com a mão que você tem menos domínio de escrita (quem é destro segura com a esquerda e quem é canhoto segura com a direita); coloque a mão de domínio atrás das costas; agora tente dar um nó na linha usando apenas a mão que está segurando-a.

Enquanto eles tentam você pode até dizer que segundo a Neurociência todo indivíduo é capaz de desenvolver as mesmas habilidades com ambos as mãos.

Após dois minutos, vamos analisar quantos conseguiram.

ABORDAGEM:

Como acabamos de falar, inovação não é invenção, não é criar algo novo, mas fazer algo novo, de uma maneira diferente, de uma maneira que ainda não fizemos ou que ninguém ainda fez neste ambiente.

Muitos conseguiram fazer o nó, mesmo com uma mão que não costumam utilizar, é uma inovação, você fez um nó, porém de uma forma diferente, e isso possibilitou uma mudança de comportamento e de pensamento, pois você fez tentativas para conseguir realizar a proposta. Isso é inovação. Fazer diferente! Isso é fundamental para alcançar o sucesso com todos os alunos. Pois nem sempre nossa prática alcança a todos.



DINÂMICA 02 – TRABALHO EM EQUIPE

A equipe será dividida em dois. Depois será entregue um TNT com uma medida de aproximadamente dois metros de comprimento e cada equipe fica de um lado.

Cada participante da equipe segura uma parte do TNT de forma que ambos os lados estejam equilibrados e o TNT fique reto.

Depois cada equipe ficará com uma bola de uma cor. Ao sinal eles devem ir equilibrando o tnt de forma que a bola chegue até a outra extremidade sem cair.

A equipe que fizer sua bola chegar primeiro é a vencedora.

ABORDAGEM:

Quando trabalhamos em equipe devemos entender que sempre haverá dificuldades, um puxa para um lado, outro puxa para o outro, um se preocupa mais em ganhar, outro não fica tão preocupado em chegar, mas em garantir que a bola não caia antes do tempo. Enfim... somente quando conseguimos estar em sintonia, quando há um equilíbrio de formas e uma conexão de esforços e vontades é que realmente conseguimos trabalhar em equipe e chegar ao bom resultado. É para isso que estamos aqui para juntos, desenvolvermos esta conexão e atingirmos nossas metas: o sucesso coletivo, de alunos, professores e escola como um todo. 




DINÂMICA 03 – CRIATIVIDADE

Podem ser escolhidos apenas alguns professores, em uma quantidade par, para que possam ficar em duplas um em frente ao outro. Um barbante será entregue para que eles segurem em forma de zig zag, logo após será dito a eles que cada participante tem apenas 10 segundos com a tesoura, não pode passar disso.

A coordenadora estará segurando a ponta e quando todos estiverem segurando o barbante em seus lugares, ela corta um pedaço do barbante e diz: VALENDO! E entrega a tesoura para o próximo participante que deve passar para o que está em sua frente e assim até chegar ao que está segurando a outra ponta.

ABORDAGEM: Questione: Porque vocês cortaram o barbante? Geralmente eles respondem: porque você cortou primeiro! Então pergunte: mas eu falei que vocês deveriam cortar? Vocês perceberam como a gente faz muitas coisas no automático. Muitas atitudes que a gente toma é porque vê os outros fazendo. Se eu ficar sempre repetindo modelos que eu vejo, atitudes, palavras, etc. Meu cérebro vai ficar acomodado, e ele também começa agir no automático; por que ele não está sendo desafiado, os modelos devem ser repensados, analisados e se necessário podemos fazer algo parecido, mas sempre buscando inovar. 


quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Tecnologia e Aprendizagem


 A neurociência contribui com a ação pedagógica por compreender as estruturas e o funcionamento do sistema nervoso central. 

A educação promove a sistematização dos conteúdos acadêmicos e escolares e a tecnologia é a ferramenta que permeia e ativa as curiosidades no sistema de recompensa cerebral. 

As plataformas adaptativas surgem como um diferencial no contexto da aprendizagem, permitindo que os professores conheçam de maneira mais eficiente e assertiva a maneira como os alunos aprendem e de posse destas informações possa intervir eficazmente na promoção da aprendizagem. 

As plataformas adaptativas são soluções tecnologicas que permitem: 

- Ter algumas atividades diferentes do ensino presencial;

- Gerenciamento e análise de respostas dos alunos usando inteligência artificial;

- A plataforma oferece um conjunto de dados que analisa a maneira como o aluno aprende. 

Vantagens da aprendizagem adaptativa para os alunos: 

1 - Atender às necessidades de aprendizagem individuais;

2- A aprendizagem é mais eficaz e mais rápida;

3 - É motivante;

4 - O estudante melhora sua competência digital e aprende a aprender;

5 - É possível estudar em qualquer momento e lugar. 

Vantagens da aprendizagem adaptativa par o professor: 

1- Garante um roteiro de aprendizagem de acordo com as necessidades de cada aluno, com resultados mais eficazes;

2- Propicia muitas informações úteis e completas. 

3 - Economiza tempo de correção e melhora a atenção à diversidade;

4 - Facilita a organização e a programação das aulas de forma personalizada;

5 - Empodera e dá mais liberdade ao docente. 

Fonte: 

Watson, R. (2010). Future Minds: How the Digital Age is Changing Our Minds, Why this Matters, and What We Can Do About It. Nicholas Brealey Publishing.



Plasticidade Cerebral e Aprendizagem


É importante que os professores compreendam o processo de processamento da informação pelo cérebro para que possam potencializar o desenvolvimento de seus alunos. 

A prática pedagógica deve considerar a aprendizagem como um produto das conexões mentais, a aprendizagem ocorre quando a rede neural processa a informação e a registra, isso é possível com o cérebro estabelece conexões fortes.

Para potencializar as aprendizagens é importante compreender que o processamento da informação ocorre em três fases:

 1- sensitivo ou sensorial 

2 - perceptivo 

3 - cognitivo 

A captação de informações ambientais ocorre a nível neurofisiológico, através dos órgãos sensoriais e das experiências sensoriomotoras. 


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Modelagem Cognitiva


        A Ciência Cognitiva pode ser usada para analisar, descrever, prever ou até mesmo corrigir, aumentar, e, se não, criar mentes.  

       A Modelagem cognitiva é uma das aplicações da ciência cognitiva.

       Através dela os modelos cognitivos podem analisar o comportamento cognitivo em pequenas escalas de tempo; por exemplo, os efeitos das mensagens de texto ao dirigir.

        O objetivo da Ciência Cognitiva é compreender a estrutura e o funcionamento da mente humana. 

     Ela recorre a uma variedade de abordagens que vai desde o debate filosófico, da inteligência artificial, da robótica cognitiva até a criação de modelos computacionais para interação humana.

Fonte: Future Minds: How the Digital Age is Changing Our Minds, Why this Matters, and What We Can Do About It, publicado em 2010 por Nicholas Brealey. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

O que é neurociência cognitiva?


 A neurociência cognitiva é um ramo da neurociência que estuda os recursos mentais do ser humano: pensamentos, aprendizagem, inteligência, memória, etc. 

Ela inclui várias ciências de pesquisa: 

- Educação;

- Inteligência Artificial;

- Filosofia;

- Psicologia;

-Antropologia;

-Linguística;

-Neurociência. 

Ela possui algumas aplicações específicas: 

- Modelagem cognitiva em pequenas escalas;

- Interação humano - computador;

- Inteligência artificial;

-Robótica Cognitiva;

- Engenharia Cognitiva. 

Podemos afirmar de forma resumida que ela consiste no estudo científico dos processos neurais.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Como o cérebro processa a informação?

 


A neurociência tem como objeto de estudo o processamento de informações pelo cérebro. 

Moreira (2012) divide a neurociência em:

1 - Neurociência molecular

2 - Neurociência celular 

3 - Neurociência sistêmica 

4 - Neurociência comportamental 

5 - Neurociência cognitiva 

A neurociência cognitiva é o estudo a respeito dos recursos mentais do ser humano, como por exemplo, pensamento, aprendizagem, inteligência, memória, linguagem e percepção. (Marques,2017)

De acordo com a neurociência o processamento da informação pelo nosso cérebro ocorre com as ativações do sistema nervoso central. 

O sistema nervoso central recebe as informações por meio das experiências sensoriais, processa estas informações e as transforma em conhecimento. 

O processamento de informações envolve: sensação, percepção e cognição. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

DIVERSIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL

 

 


DIVERSIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL

 

Rochelli Soares Pontes Milanez¹

 

Resumo:

 O presente artigo tem como objetivo geral entender a relevância da valorização da diversidade e da redução da desigualdade na escola. É também objetivo deste artigo discutir sobre os desafios da gestão escolar. Foi utilizada a metodologia de pesquisa revisão bibliográfica e dialogando com os autores referenciados chegamos à conclusão de que a gestão democrática é a principal ferramenta para a aceitação, valorização e respeito às diferenças no contexto educacional.

 Palavras – chave: Diversidade. Gestão. Democrática. Valorização.


 1 Introdução

 

            É por meio da educação que uma sociedade pode validar, consolidar e até modificar comportamentos. A escola é um ambiente de construções sociais; é dentro da escola que indivíduos podem refletir sobre a realidade social construindo conhecimentos para intervir de forma eficiente no meio em que vivem.

            Considerando isto, entendemos que o contexto educacional é o cenário ideal para fomentar o respeito e a tolerância ao diferente.

            Valores, crenças, ritmos de aprendizagem, configurações familiares, etnias e etc. são alguns dos inúmeros exemplos de diferenças que podemos encontrar na escola.

            É fundamental para professores, alunos, gestores e comunidade em geral, entender os benefícios da gestão para a diversidade como forma de fortalecer as relações sociais, buscando como premissa a tolerância e o respeito.

            A diversidade enquanto tema de estudo nos remete ao rompimento de paradigmas e estereótipos concebidos de forma excludente e preconceituosa.

            O tema não é novo, pois a diversidade cultural tem sido tema de políticas na área da educação brasileira há pelo menos duas décadas, conforme os principais documentos que regulamentam a educação no Brasil, porém muito ainda precisamos avançar em termos de estudos e efetividade e respeito à diversidade.

            No primeiro capítulo falaremos sobre a inclusão digital como um dos principais desafios da diversidade e das novas tecnologias centradas nas diferentes configurações da sociedade atual.

            O segundo capítulo trata sobre a gestão democrática como reconfiguração do papel da gestão escolar na perspectiva da diversidade e logo após apontaremos algumas conclusões sobre nossa investigação.

             

2 Inclusão Digital – desafio da diversidade frente às novas configurações sociais

 

            Embora o ambiente escolar seja um espaço plural onde encontramos todo tipo de diferença, as mudanças de perspectiva sociocultural têm ocorrido de forma lenta e contraditória.

            A gestão da diversidade neste ambiente requer, dentre outras coisas, mudanças estruturais, que não sejam limitadas ao discurso, mas ampliadas para a prática cotidiana dos professores. É necessário compreender que a ação educativa envolve

o respeito pela diversidade e a ação para a igualdade de oportunidades educativas inscreve-se na promoção de um sentido de solidariedade de participação e de intervenção nas comunidades a que cada um pertence enquanto condições para o exercício da cidadania. (Cardoso,2021, s.p.)

            Cabe destacar que a alfabetização digital é ainda um desafio na sociedade atual, pois nem todos tem acesso à diversidade de informações e meios tecnológicos.

É preciso considerar que, hoje, ter acesso ou não à informação pode gerar um elemento de discriminação nessa sociedade tecnológica que se organiza e que interfere em nosso cotidiano – o analfabetismo digital. Entretanto, essa questão pode ser superada pelo desenvolvimento de habilidades, de competências, de obtenção e utilização de informações por meio da tecnologia, da sensibilização de professores e alunos para a presença das novas tecnologias em seu dia- a – dia. (Prata, 2012, s.p.)

Dentro deste contexto é interessante observar que para a escola, uma gestão autônoma que possa desenvolver suas práticas de forma planejada à partir das demandas da comunidade na qual está inserida é fundamental no processo de valorização e afirmação da diversidade.

Para isso, é necessário possibilitar à comunidade escolar vivenciar esse processo de inclusão digital por intermédio de situações potencialmente pedagógicas e catalizadoras que garantam a apropriação e a sustentabilidade dessas tecnologias e, principalmente, que permitam a autonomia da escola na gestão desse processo. (Prata, 2012, n.p.)

Pode-se afirmar ainda que, é um processo desafiador, pois em muitos casos corre-se o risco de apenas permitir a convivência da comunidade com as tecnologias, mas sem necessariamente promover uma inclusão no ambiente digital; para evitar que isso aconteça deve-se compartilhar ideias, ações e decisões entre escola e comunidade, firmando parcerias para gerar sustentabilidade.

Carvalho (p.91,2012) afirma que a diversidade deve ser concebida como um trunfo para otimizar o processo educativo e não como um empecilho à aprendizagem.

Realizar por meio da ação pedagógica práticas de ensino centradas no ideal da igualdade de oportunidades, valorizando a diversidade humana, utilizando os novos meios de acesso, seleção, tratamento e utilização da informação de forma a promover a inclusão social é um grande desafio, que pode ser superado quando o professor compreende -se como agente de valorização da diversidade no contexto educacional.

A diversidade de informações, como fontes e meios diversos, além da diversidade de alunos exige que o professor ultrapasse as competências técnicas e interaja de maneira critica e reflexiva no ambiente de aprendizagem digital.

Para além de competências técnicas para lidar com as NTIC em termos de as inserir no processo curricular, espera-se que os professores desenvolvam perspectivas ideológicas que lhes permitam a análise crítica e reflexiva dos problemas e questões sociais que direta ou indiretamente alimentam aquelas tecnologias; ou seja, de um professor mediador, sistematizador, apoiante de escolhas, capaz de abertura democrática face a diversas perspectivas ideológicas. É uma exigência que vem da necessidade de ter de lidar com a diversidade. Diversidade (e quantidade) de informações com muitas fontes e através de diversos meios; diversidade de alunos e suas famílias definidas por saberes, atitudes e crenças muito diversificadas. (Cardoso,2021, n.p.)

É necessário que a escola valorize a diversidade de configurações sociais de modo a possibilitar uma convivência respeitosa e dinâmica, na qual os alunos consigam perceber-se como protagonistas no processo educativo, tendo as mesmas oportunidades de adentrarem, modificarem, compartilharem e produzirem informações no ambiente digital.

O diretor (...) fica com a missão de identificar e mobilizar diferentes talentos na escola e comunidade para que as metas sejam cumpridas e, principalmente, conscientizar todos para a importância da contribuição individual e coletiva para a qualidade do todo. (Prata, 2021, n.p.)

Nesta nova configuração social na perspectiva da diversidade, o papel do gestor também adquire uma nova vertente como veremos a seguir.

 

2 A gestão democrática como reconfiguração do papel da gestão escolar na perspectiva da diversidade

 

A valorização da diversidade pressupõe mudanças estruturais que se configuram em atitudes e práticas inclusivas mediadas por gestores e professores no ambiente escolar. Há uma nova cultura organizacional, que rompe com o paradigma da homogeneidade e segregação do diferente e adota um paradigma no qual a diversidade é concebida como fator fundamental para o enriquecimento e promoção da boa convivência e maior aprendizagem para todos.

O papel da gestão escolar ganha, assim, uma nova configuração que se regulamenta a partir de políticas públicas de educação.

Em geral, o foco das políticas públicas tem sido o da adoção de um sistema de gestão democrática, com mecanismos que permitam a ampliação da participação dos sujeitos no processo de tomada de decisões em todos os níveis do sistema educacional. A finalidade é dar voz à diferença e respeitar a diversidade cultural e regional das instituições na definição de prioridades educacionais. (Carvalho,2012, p.90)

Nesta perspectiva as instituições de ensino podem desenvolver ações que se concretizem na convivência diária de forma mais eficiente e assertiva, tendo em vista que irá reconhecer as diferenças existentes ali e adequar as situações de aprendizagem de forma a promover a aceitação e valorização da diversidade.

Carvalho (2012, p.91) cita entre as principais ações registradas nos documentos de política educacional brasileira, ações voltadas para:

·         Reconhecimento das diferenças e sua adequação às diferentes situações do processo de ensino – aprendizagem;

·         Valores de respeito e de aceitação das diferenças inerentes a uma sociedade global e democrática;

·         Incentivo de atitudes de aceitação e valorização da diversidade por parte da comunidade educacional;

·         Formulação de um projeto educacional institucional que contemple a atenção à diversidade;

·         Gestão comprometida com a aprendizagem e participação de todos os alunos;

·         Adequação do nível de formação docente que atenda às demandas da diversidade e das necessidades educacionais especiais;

·         Desenvolvimento de um currículo amplo, diversificado e equilibrado;

·         Adoção de um estilo de ensino flexível, aberto e baseado em metodologias ativas e variadas;

·         Promover a participação e interação de todos estabelecendo critérios de avaliação e promoção flexíveis;

·         Ter abertura e relação de colaboração com outros setores da comunidade, desenvolvendo uma gestão democrática.

O que implica dizer que a participação social se refere a defesa do coletivo, e no esforço coletivo a sociedade democrática é construída, buscando princípios de igualdade de condições de vida.

A gestão na perspectiva da diversidade configura-se na gestão democrática, a qual defende a participação social, valorizando as diferenças e garantindo espaço de inclusão de todos os atores envolvidos no processo de ensino aprendizagem, bem como de toda a comunidade na qual a escola está inserida.

O reconhecimento e a valorização da diversidade, o tratamento diferenciado dos alunos, por meio de uma pedagogia adaptada às suas necessidades individuais e às suas diferenças, bem como a participação das comunidades locais (...) constituiriam o caminho para a inclusão escolar e social. (Carvalho, 2012, p.96)

O gestor é, neste contexto, um educador, mediador e mobilizador social e deve buscar desempenhar seu papel buscando construir coletivamente a proposta pedagógica, um projeto político pedagógico direcionado à diversidade e participação social, irá nortear a inclusão escolar, social e tecnológica.

 

 

 

 

 

 

 

 

3 Considerações Finais

 

            A diversidade cultural, étnica e social, bem como seu impacto no ambiente escolar e a introdução das novas tecnologias da informação e comunicação tem sido tema de debates entre professores, gestores e acadêmicos em todos país, este estudo nos permitiu identificar a inclusão digital como um dos principais desafios da diversidade e das novas tecnologias centradas nas diferentes configurações da sociedade atual

            A análise do referencial teórico nos possibilitou entender a relevância da valorização da diversidade no tocante à redução da desigualdade social no contexto educacional, sendo de suma importância compreender que a inclusão digital é parte do processo de democratização da escola.  

            Foi possível também, observar que na perspectiva da diversidade, a gestão democrática constitui-se como uma nova cultura organizacional, permitindo identificar e valorizar as diferenças incentivando a boa convivência e aceitação das mesmas.

A gestão democrática permite ainda, que haja uma maior participação social durante o processo educativo, o que culmina na construção de uma sociedade mais inclusiva, democrática e igualitária.

Onde há não somente igualdade na oportunidade de acesso aos meios tecnológicos e à produção da informação e conhecimento, mas também, igualdade de condições de vida, efetivando assim a inclusão educativa, social e tecnológica.

            Por tratar-se de um tema que ainda permeia o contexto educacional basicamente de forma ideológica, se faz necessário em estudos futuros investigar e descrever práticas de incentivo à aceitação das diferenças no ambiente escolar, bem como práticas de gestão democrática exitosas no que tange à valorização da boa convivência com as diferenças no contexto da comunidade escolar; sugerimos também investigações sobre o impacto do uso de ferramentas tecnológicas nas escolas públicas como prática de inclusão social.

4 Referências Bibliográficas

Cardoso,C.(2021) Os desafios da diversidade e das novas tecnologias. Disponível em: < http:// www.apagina.pt/?aba=7&cat=107&doc=8565&mid=2 >. Acesso em: 05.11.2021.

Carvalho,E.J.G.de.(2012) Diversidade Cultural e Gestão Escolar: Alguns Pontos para Reflexão. Rev.Teoria e Prática da Educação.v.15, n.2, p.85-100, mai./ago.2012. Disponível em:< http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/TeorPratEduc/article/view/20181/10527.>. Acesso em: 05.11.2021.

Prata,C.L.(2021) Gestão Escolar e as Tecnologias. Disponível em < http://www.virtual.ufc.br/cursouca/modulo_3b_gestores/tema_05/anexos/anexo_5_tics_na_gestao_escolar2010_CarmemPrata.pdf >. Acesso em: 05.11.2021.

 

 

           

 

sábado, 15 de janeiro de 2022

O que é plasticidade cerebral?


 O cérebro humano é "plástico" por que responde a qualquer novo estímulo ou experiência. 

A plasticidade cerebral é a capacidade do cérebro de se remodelar ao longo da vida em função das experiências vivenciadas pelo indivíduo. 

É graças a plasticidade cerebral que conseguimos aprender, a aprendizagem está ligada a uma rede neural, a qual processa informação e a registra em nosso cérebro. 

Reforçar as aprendizagens por meio de experiências significativas promove o fortalecimento das conexões cerebrais consolidando a aprendizagem. 

Um bom exemplo são as aulas ou atividades que promovem uma maior interatividade dos alunos com seus pares, as atividades práticas e as repetições de atividades já realizadas. 


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

TECNOLOGIAS INTEGRADAS À SALA DE AULA

 


 

TECNOLOGIAS INTEGRADAS À SALA DE AULA

  A ação pedagógica mediada pelas tecnologias para a formação de cidadãos criativos

 

Rochelli Soares Pontes Milanez[1]

 

 Resumo:

 

Este artigo tem como objetivo geral conhecer os princípios tecnológicos e pedagógicos para o uso das tecnologias em sala de aula. Investigando a mediação tecnológica no processo de ensino e a formação de alunos criativos através da ação do professor como guia da aprendizagem. Foi utilizada a metodologia de pesquisa bibliográfica. Dialogando com os autores, consideramos que a ação pedagógica inovadora colabora de forma efetiva para o desenvolvimento do processo de aprender contínuo mediado pelas tecnologias, o que culmina na formação de indivíduos críticos e criativos, cidadãos digitais.

 

 Palavras-chave: Tecnológicos. Pedagógicos. Mediação.

 

1 Introdução

 

No contexto da sociedade contemporânea, a qual é caracterizada por mudanças aceleradas, múltiplos espaços de comunicação, atividades colaborativas e conexões em rede, as tecnologias são indispensáveis para a produtividade, e assim sendo, os principais desafios no contexto pedagógico consistem em utiliza-las de maneira que os educandos desenvolvam habilidades para uma constante aprendizagem.

É inegável a relevante contribuição das tecnologias digitais de informação e comunicação para a disseminação de informação e construção do conhecimento. Além disso, podemos afirmar que as TDIC ( Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação) potencializam o desenvolvimento de estratégias de raciocínio e resolução de problemas, e podem ser utilizadas de forma muito eficiente para atender às necessidade de aprendizagem individuais dos alunos de forma adaptativa, além disso é possível por meio de sistemas de informações obter dados e gerenciar dados que permitem analisar e intervir de maneira eficiente no processo de ensino e aprendizagem, outra contribuição importante é a produção de materiais digitais como jogos e softwares educativos diversificados que podem auxiliar os alunos em suas dificuldades de aprendizagem.

É necessário reorganizar o trabalho pedagógico para promover interações, planejar situações de aprendizagem integrativas, é necessário planejar a ação pedagógica nesta nova perspectiva de educação, pois o simples fato de conhecer as vantagens ou contribuições destas tecnologias ou a existência delas no ambiente escolar não contribui de forma significativa para a transformação da educação, se não houver uma pratica pedagógica com intencionalidade, pensada por este contexto e para este contexto.

A perspectiva de uso de diferentes recursos tecnológicos e acesso à informação requer capacidade de inovação e aprendizagem continuas.

2 A Educação Mediada por Tecnologias

 

O planejamento pedagógico deve conter uma visão integrada das competências e também dos papeis de todos os envolvidos no processo educativo, no qual o foco passa a ser a interatividade no processo de conhecimento, equilibrando atividades e estudos individuais e coletivos; a proposta torna-se centrada no envolvimento dos estudantes com a descoberta, investigação e resolução de problemas. 

 

2. 1 A mediação tecnológica e o desenvolvimento educacional

 

            É inegável o contributo da tecnologia digitais para o desenvolvimento das práticas educativas como mencionamos anteriormente, mas é preciso considerar dois extremos que estão sempre presentes em se tratando de práticas que envolvem o uso de tecnologias:

As práticas de educação mediada por tecnologias devem considerar a valorização do uso de tecnologia para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e eficaz. É preciso que essa valorização e objetivo seja central e superior ao de domínio técnico de utilização por professores e alunos, assim como também aos fins de entretenimento, onde se utiliza simplesmente como um acessório de diversão em espaços educativos. (Netto,2018, p.9)

            Para que este desenvolvimento aconteça é preciso superar a perspectiva de que apensa munir professores e alunos de conhecimentos técnicos sobre estas tecnologias digitais é suficiente. Também é preciso superar a perspectiva de utilização das ferramentas tecnológicas apenas para fins de entretenimento, como recreação ou bônus por atingir determinadas habilidades em sala de aula, conforme salienta a autora citada.

              Na visão de Rivero (2004), a atualidade é palco de mudanças rápidas na política, na economia, nas tecnologias e na cultura. O processo de internacionalização impacta a sociedade e pressiona por mudanças que vem transformando paradigmas. O professor neste contexto pós-moderno não é mais o monopolizador da verdade e deve ter consciência disto. (Sant’anna,2016, p.27)

A mudança estrutural da ação educativa é sem duvida o grande diferencial para que haja um desenvolvimento educativo no processo de mediação tecnológica, uma vez que o professor passa a atuar não como o orientador diretivo, detentor exclusivo do conhecimento e único a manusear estas ferramentas durante o processo, é imprescindível que o professor esteja atento às mudanças de paradigmas, observando que a ação educativa adquire dentro deste contexto uma característica multidimensional.

É bastante comum observar um grau de ansiedade entre os docentes, os quais, para fazerem uso das tecnologias na educação, se envolvem na aprendizagem de como operar tecnicamente os diversos recursos de uma ferramenta para que somente ela faça uso na sala de aula, em um modelo centrado na sua exposição didática, agora com uso de vídeos, slides e animações. Essa prática não deve ser rechaçada. No entanto, a abordagem que se pretende reforçar é a de fazer uso com diferentes práticas integradas com uso de tecnologias que proporcionem o desenvolvimento de várias habilidades. (Netto, 2018, p.6).

O professor é colaborador e incentivador de seus alunos, estabelecendo de forma interativa e simultânea conexões entre alunos e conhecimento, neste processo integrativo, a partir das interações estabelecidas, o conhecimento se tornará mais significativo e contextual para os alunos.

As escolas necessitam se preparar para este cenário, onde as novas tecnologias podem transformar os modos de aprender e ensinar quando ligadas as mudanças paradigmáticas mais amplas. Destaca-se que deve haver a apropriação das tecnologias como ferramentas, realizada de maneira crítica e reflexiva, integrada a uma mudança estrutural da ação educativa, para que professores e alunos aprendam de forma mais significativa e contextualizada. (Sant’ana, 2016, p. 27)

            O autor deixa claro a necessidade de mudança da ação educativa para que haja uma efetividade e uma eficiência no processo educativo com o uso das ferramentas tecnológicas.

 

2. 2 A formação de cidadãos criativos

 

No contexto de uma educação que objetiva promover a formação de educandos capazes de interagir, produzir cultura e trabalho utilizando ferramentas tecnológicas, não se podemos pensar o uso de ferramentas tecnológicas em sala de aula apenas como simples instrumentos de reprodução de conteúdo para a ministração de aulas nos moldes da educação do século anterior, cujas demandas eram totalmente diferentes.

O pensamento de Almeida (2010) considera a necessidade de uma nova pedagogia, de uma nova formação para os professores, o que promoverá uma mudança da cultura escolar, incluindo as novas tecnologias para potencializar a mediação pedagógica. É certo que tal mudança é essencial para a educação que considera o século XXI e o futuro. Esta tem por objetivo a formação de sujeitos críticos, conscientes de si, do outro e da vida do planeta, compreendendo a complexidade como paradigma explicativo da vida (MORIN,2001). Segundo Kenski (2007), a formação de professores deve estar voltada a atender uma sociedade que está em constantes mudanças, considerando que o maior desafio a ser superado atualmente não é a falta de conhecimento sobre como manipular as TICs, mas a falta de formas viáveis de integrá-las no (ao) processo de ensino – aprendizagem. (Sant’ana, 2016, p. 33).

Como assinalou o autor supracitado, um dos maiores desafios da ação docente na mediação e no uso de ferramentas tecnológicas no ambiente educativo, consiste em viabilizar a integração destas ferramentas ao processo de modo a promover no aluno o desenvolver habilidades adequadas para atuar no contexto contemporâneo.

A necessidade que se apresenta neste processo é de integrar ou desenvolver habilidades integradas no que se refere ao domínio cognitivo, intrapessoal e interpessoal. Alguns autores destacam este processo como sendo um processo de multialfabetização.

Dentro desse contexto, Demo (2011) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas porque são indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação, muito além da postura de mero usuário. Assim, o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se tornou plural, porque são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida e o mercado hoje, marcado pelo enfoque tecnológico. (Netto, 2018, p.5)

O que podemos afirmar é que, não basta ao aluno identificar e saber manusear corretamente as ferramentas tecnológicas, mas é necessário que se faca o uso inteligente destas ferramentas, e este uso inteligente passa pela prática social e cidadã e ainda pela prática produtiva.

A fluência tecnológica é, neste sentido, o que torna o aluno um cidadão critico e criativo, pois ele não será somente um receptor de informações, ele deixa a posição de apenas consumidor de programas e informações e assume também o papel de criador.

O aluno deve ser orientado, estimulado, não somente a buscar informação, mas também a desenvolver autoria da informação. Ser capaz de processar a informação, analisar aquilo que recebe, sendo capaz de produzir informação e comunicar -se usando as ferramentas tecnológicas de que dispõe.

O grande desafio da ação pedagógica no contexto atual é exatamente buscar esta formação de cidadãos criativos. Alunos que possuam boas noções de como trafegar nas mídias digitais, como se relacionar através das diversas redes disponíveis, e portando-se como um cidadão, respeitando normas e convenções de cidadania digital, seja capaz de usar as ferramentas de que dispõe para consumir e produzir informação ao mesmo tempo.

Não se trata de munir as instituições de ensino, os alunos e os docentes de tablets e computadores de ultima geração, pois o acesso não necessariamente será suficiente para o desenvolvimento integral do estudante. Assim, a educação inovadora requer profissionais dedicados que trabalhem colaborativamente para o avanço do mundo com criatividade e inovação. (Netto, 2018, p.8)

O que implica dizer que o simples fato de impregnar os espaços educativos de recursos tecnológicos não garante que haja o desenvolvimento destas habilidades; assim como a ausência destes no ambiente educativo não impede que o professor possa desenvolver suas atividades com criatividade e inovação.

É necessário ponderar, repensar a prática, planejar, inovar, sobretudo dimensionar a efetividade das ferramentas tecnológicas na busca e na produção de conhecimento para assim, promover a formação de indivíduos criativos; alinhando os objetivos de ensino às necessidades dos alunos e por consequência às demandas atuais da sociedade.

Dinamismo, conectividade, criatividade, experimentação, interação, praticas pedagógicas interativas e integrativas serão capazes de favorecer o desenvolvimento de habilidades e competências que tornem estes alunos capazes de manejar informação e comunicação de forma fluente e além de serem fluentes tecnologicamente, sendo capazes de produzir conteúdo e não apenas compartilhar ou consumir passivamente.

3 Considerações Finais

 

Dialogando com os autores percebemos que é consenso que, potencialmente o uso de tecnologias na educação pode trazer benefícios tanto para os sistemas de ensino, em termos de custo/benefício, quanto para alunos e professores com relação às melhorias no processo de interação e melhor desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem, promovendo assim uma eficiência no processo de modo a suprir as demandas socioeconômicas que são colocadas sobre a educação.

Estes benefícios tornam-se visíveis quando os professores conseguem integrar as TDIC às suas práticas pedagógicas, permitindo que caminhos ou percursos de aprendizagem sejam criados para seus alunos, possibilitando a construção de questionamentos, investigações, interações, problematizações, dentre outras atividades que promovam o avanço da aprendizagem cotidiana de seus alunos, fortalecendo o processo de aprender contínuo.

A ação pedagógica inovadora colabora de forma efetiva para o desenvolvimento do processo de aprender contínuo mediado pelas tecnologias, que culmina na formação de indivíduos críticos e criativos, cidadãos digitais.

 4 Referências Bibliográficas

 

Netto,C.M.(2018) Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI. [e-book] Flórida: Must University.

Netto,C.M.(2018) A Educação Mediada por Tecnologias.[e-book] Flórida: Must University.

SANT’ANA,J.V.B.de.;SANTOS,L.G.dos.;ALVES,P.F.(2016). A Mediação Pedagógica com o uso das Novas Tecnologias Numa Educação Complexa e Libertadora: breve investigação em campo. Revista Temporis [Ação]. (Periódico acadêmico de História, Letras e Educação da Universidade Estadual de Goiás). Cidade de Goiás; Anápolis. V.16, n.01, p.21-36 de 104,jan./jun.,2016. Disponível em: http://www.revista.ueg.br.br/index.php/temporisacao/issue/archive Acesso em:<13.10.2021>.

 



[1] Licenciatura Plena em Pedagogia, UESPI- PI. Especialização em Psicopedagogia, UCAM-MG. Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail. rochellisp@gmail.com.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Dinâmica para trabalhar com professores na semana pedagógica

 


DINÂMICA 01 – APRENDIZAGEM COLABORATIVA

 Será entregue uma folha de papel com uma imagem e com 30 linhas logo após a imagem.

Cada professor deverá escrever uma frase continuando o texto de acordo com o tema da imagem.

Será determinado um tempo para execução da atividade, caso o grupo seja pequeno. Porém caso o grupo seja grande, a atividade pode ir sendo desenvolvida durante o encontro pedagógico. 

No final da palestra ou do tempo determinado, o texto será lido em voz alta para todos.

ABORDAGEM:

Este texto é um produto coletivo, se apenas uma pessoa o tivesse produzido ele contaria com apenas uma visão, um estilo de escrita, um único vocabulário..., porém percebemos que ele contem vários estilos de escrita e percepções diferentes da mesma imagem. E não há o que validar como certo ou errado no assunto deste texto, por que o principal propósito foi atingido, fazer com que houvesse uma percepção do outro, uma análise do que o outro escreveu e uma reflexão antes de escrever devido a preocupação com quem iria ler a seguir. Isso é exatamente o que o trabalho em equipe proporciona a nós: percepção maior, análise melhor, reflexão e ação assertiva.


Cineminha