Planejamento, Métodos
de Ensino e Recursos Didáticos
Rochelli Milanez
Esta apostila traz um breve
resumo sobre planejamento, métodos de ensino e recursos didáticos, explicando
de forma objetiva, clara e simples como o professor poderá utilizar estas
técnicas de ensino para melhorar o seu desempenho e o desempenho de seus alunos.
1. PLANEJAMENTO
Planejar as
experiências das crianças é fundamental para que as intenções educativas sejam
revertidas em aprendizagem e desenvolvimento.
O planejamento
nada mais é do que projetar o que está por vir. No ato de planejar, o professor
toma decisões considerando suas concepções: quem é a criança, como ela aprende,
quais competências e habilidades importantes em cada faixa etária, qual é o
papel do professor, qual é o material mais adequado para determinada situação,
quanto tempo é necessário para cada experiência, como a organização do espaço
pode favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem de cada um e do grupo como um
todo.
É
impossível pensar num ensino bem-sucedido sem pensar num bom planejamento da
aula, pois o sucesso da sua aula depende do seu planejamento.
De
acordo com Figueiredo (2017) um bom planejamento inclui:
1. Oração
2. Leitura Bíblica
3. Antecedência
4. Objetivos
5. Escolha do método
6. Organização do esboço da lição
A oração é
fundamental para a vida cristã, sem ela e sem a leitura sistemática da Bíblia
não haverá ensino bíblico de verdade.
A antecedência é
outro fator fundamental, o professor precisa estudar bem, pois só poderá
ensinar o que aprendeu. Além disso precisa reunir material, recursos didáticos,
objetos, entre outras coisas que auxiliem na compreensão da lição por parte dos
alunos.
Para escolher o
método o professor deve considerar suas próprias características pessoais, seu
domínio sobre determinada técnica, assim como a necessidade de sua turma e a
relação com os objetivos que escolheu.
A organização do
esboço da lição está relacionada ao plano de aula, que é o direcionamento que o
professor vai ter durante sua aula.
O professor deve elaborar um plano de aula. O ensino bíblico
mal administrado pode matar espiritualmente em vez de nutrir. Assim sendo,
deve-se ter cuidado e sabedoria ao ensinar, ao alimentar as ovelhinhas do
Senhor, pois Ele requererá diante do seu Tribunal (Lc. 16.1,2;Rm 12.6-8)
(FIGUEIREDO,2017,p.95)
O plano de aula é utilizado para detalhar e
orientar a prática pedagógica, ele funciona como uma espécie de “roteiro” para
as aulas, especificando recursos, conhecimentos prévios, atividades avaliativas
e de fixação, competências e habilidades que deverão ser desenvolvidas pelos alunos
durante a aula.
Não
há um modelo único ou um modelo correto de plano de aula.
De
acordo com Figueiredo (2017) as fases do plano de aula são: Introdução,
Execução e Conclusão.
Introdução – é o momento da aula em que é despertada a atenção e o
interesse dos alunos. É o ponto de
partida, o começo da aula, onde serão transmitidas as informações básicas sobre
o que irão aprender no decorrer da aula.
Execução
– é o momento em que o professor fará a explanação da lição. Fazendo uso da
explicação, simplificação, concentração, ilustração, repetição e aplicação das
verdades bíblicas que estão sendo ensinadas.
Conclusão – este é o momento de encerramento da lição e que poderá ser
feito com cânticos, lembretes e oração final.
Doherty (2008) sugere que um plano de ensino com
sessenta minutos de duração deve conter: cântico, boas vindas e breve oração,
revisão, cântico, tempo de oração, versículo para memorização, lição bíblica e
oração de encerramento.
No ensino secular, o plano de aula
normalmente é composto por cinco elementos que podem ser nomeados de forma
diferente dependendo da região e até mesmo do professor que o organiza, os
elementos são: objetivos, conteúdos, desenvolvimento, recursos didáticos e
avaliação.
Este plano de aula pode ser
registrado formalmente em um caderno ou pode simplesmente ser traçado na
memória do professor. Destacamos, porém que o registro escrito facilita a
visualização do professor e evita possíveis esquecimentos ou “atropelos”.
A seguir um pequeno resumo de cada
elemento do plano de aula:
OBJETIVOS – dizem respeito ao que você quer que seu aluno aprenda, em nossas
revistas da EBD os objetivos já vêm expostos, mas poderemos traçar alguns
objetivos que acharmos pertinentes.
CONTEÚDO – refere-se ao assunto da lição que será ministrada.
DESENVOLVIMENTO – é a maneira pela qual você fará seus alunos atingirem os objetivos
propostos, a explicação detalhada de tudo que você irá e como irá desenvolver
na aula.
RECURSOS – refere-se aos materiais que serão utilizados para facilitar o ensino,
tudo que você utilizar para desenvolver sua aula.
AVALIAÇÃO – essa avaliação pode ser desde uma observação, até mesmo o registro de
quem realizou as atividades da revista ou outra atividade proposta. É
importante para que possamos saber se o aluno realmente atingiu os objetivos
propostos.
Ter um plano de aula é um bom começo,
além disso, o professor deve estar sempre pronto para aprender algo novo, seja
atento ao que os alunos estão precisando e procure desempenhar seu papel com
amor e dedicação conforme nos ensina a bíblia “... se é ensinar, haja dedicação ao ensino;” Romanos 12:7
2.
MÉTODOS DE ENSINO
Há divergências no ensino de escolas
públicas e particulares em todo o Brasil, umas preferem o método
construtivista, outras ainda preferem o método chamado de tradicional. Na prática, pode ser que sua
turma ou até mesmo a estrutura da escola não permita a adoção completa de um
modelo ou de outro. No entanto, existem diversos benefícios relacionados ao emprego de métodos
variados de ensino.
Conteúdos
que exigem maior imaginação dos alunos podem ser melhor explorados por meio de
uma metodologia construtivista, enquanto o método tradicional pode ser mais
adequado para conhecimentos dogmáticos.
Cada
método de ensino é adequado para cada tipo de situação, perfil dos alunos e
conteúdo a ser ministrado, mas o ideal é que não haja limitação a apenas um
método.
O
importante é manter
uma abertura para novas abordagens em sala de aula e adequar detalhes conforme
os resultados.
3.
RECURSOS DIDÁTICOS
O recurso didático é um agente imprescindível nos processos de
observação, análise, síntese e formação de conceitos, além de construir
hipóteses e viver experiências.
Quem trabalha com
educação, especialmente com crianças sabe o quanto é importante despertar a
atenção e o interesse de seus alunos. Uma das formas de fazer isso é
utilizar-se de recursos visuais. Recurso visual é todo material usado para
esclarecer, dinamizar, tornar interessante e atraente o ensino objetivando o
aprimoramento do processo ensino – aprendizagem. Um mapa, uma gravura, um
objeto, um fantoche podem ser utilizados como recurso visual e aumentar
significativamente a capacidade de aprender algo. (EIRAS,2011, p. 1)
Saber que recurso utilizar é tão
importante quanto o recurso em si, a finalidade do uso do recurso deve ser
principalmente de tornar prazerosa e eficiente a aprendizagem.
Ao escolher o RECURSO leve em consideração o
seguinte:
1 – O assunto a ser abordado e o objetivo a ser
atingido. Não utilize um recurso simplesmente porque é bonito, novo ou legal;
ele precisa ter a ver com o objetivo proposto e com a atividade a ser
desenvolvida.
2 – O aluno. Respeite a faixa etária e as
características de seus alunos. Certo recurso pode não ser apropriado para uma
determinada faixa etária.
3 – Sua habilidade em utilizar o recurso. É
necessário se preparar e treinar como utilizá-lo para que não haja surpresa na
hora do ensino.
4 – Do tamanho do grupo. Objetos ou imagens
pequenas num grupo grande podem distorcer aquilo que está sendo ensinado ou
causar desinteresse.
5 – O tempo disponível permitirá a utilização de
apenas um recurso ou mais?
6
– Avalie se o ambiente não prejudica a utilização do recurso.
(Idem,2011, p.2)
Deus
também se utilizou de recursos para ensinar o seu povo durante toda a
trajetória bíblica,
Deus ordenou que o profeta Jeremias
fizesse uma canga de madeira para colocar em seu pescoço (Jr 27.1,2). O que
Deus deseja ensinar aos israelitas mediante este sermão simbólico? O horror do
cativeiro. [...] O criador utilizou recursos para falar com pessoas de todas as
idades. Sim. Ele falava para todos os israelitas. (Bueno, 2015, p.20)
É importante perceber que há um
perfil peculiar para trabalhar com crianças. Se o professor percebe que não
gosta de dinamizar, não tem habilidades para utilizar recursos didáticos e não
se sente motivado a inovar em suas aulas, é bem possível que este professor
esteja desempenhando a função errada.
A Educação Cristã Infantil requer
entre outras coisas: dinamização, criatividade, agilidade e cuidados. É
necessário saber cuidar, brincar e ensinar para poder atuar com crianças.
CONCLUSÃO
Toda aula é uma oportunidade de conduzir o
coração das crianças a um relacionamento mais íntimo com Cristo. Suas aulas
podem ser dinâmicas, alegres, criativas e espirituais; para isso, você deverá
colocar em prática o que aprendeu, orar, se esforçar para estudar diariamente a
Palavra de Deus, realizar um bom planejamento e utilizar métodos
diversificados, assim como diversos recursos didáticos para facilitar a
compreensão e a aprendizagem de seus alunos.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA,
Português. A Bíblia Sagrada: Antigo e
Novo Testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e
atualizada no Brasil. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil,2010.
BUENO,
Telma. Boas ideias para professores de Educação Cristã. Rio de
Janeiro:CPAD, 2015.
DOHERTY,
Sam. Primeiros Passos: um manual simples para o ministério bíblico com
crianças. APEC – Aliança Pró Evangelização das Crianças, 2008.
EIRAS.
Denise Barboza, Criatividade e Arte –
Recursos para todas as ocasiões. Curitiba: Santos Editora, 2011.
FIGUEIREDO,
Helena de. A importância do Evangelismo Infanto – Juvenil. Rio de
Janeiro: CPAD,2017.
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